, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2010 | 00h00

As contas para o primeiro turno

Dilma Rousseff evita comentar a crise da campanha tucana, mas os aliados tiram partido do pior momento dos adversários. A estratégia é aproveitar a presença da militância nas convenções e pedir empenho para a vitória no primeiro turno. O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), que tenta a reeleição, fala em dar a Dilma vantagem de até 2 milhões de votos no Estado. No Rio, a expectativa é de que a petista conquiste dois terços do eleitorado fluminense. "Vamos dar a maior votação proporcional a Dilma e Michel Temer", pregou o candidato ao Senado Jorge Picciani (PMDB).

SERGIPE

DEM se alia a ex-petista

Não é fácil buscar solução regional para sanar uma crise nacional. Enquanto a direção do PSDB negocia acordo com o DEM no Estado, para encerrar a briga em torno do vice de José Serra, o candidato democrata ao governo, João Alves Filho, fechou uma chapa sem tucanos, contra o governador Marcelo Déda (PT). O candidato a vice da oposição será Nilson Lima (PPS), ex-petista e ex-secretário de Fazenda de Déda. O deputado Albano Franco (PSDB), candidato ao Senado, resiste a apoiar o DEM. Aliados de Alves também dizem que não farão esforço para atrair o tucano.

RIO

Crivella em dúvida sobre candidatura

Lançado candidato à reeleição na convenção do PRB, partido do vice-presidente José Alencar, o senador Marcelo Crivella deixou aberta a possibilidade de disputar uma vaga de deputado, a fim de puxar votos para a legenda. O acordo com Anthony Garotinho (PR), que depende do TSE para manter a candidatura ao governo, não foi adiante. Os aliados de Garotinho atribuem o recuo à indefinição de Crivella, que pediu mais alguns dias antes de fechar a chapa. O PR do Rio ameaçou ficar neutro na disputa presidencial, mas deverá formalizar apoio a Dilma Rousseff na convenção.

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