Palanque

Disputa pelo Senado causou muita briga entre aliados

, O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2010 | 00h00

Prioridade número 2 do PT, atrás só da disputa presidencial, o Senado foi a causa de muitos conflitos entre aliados até pouco antes do fim do prazo para registro de candidaturas, encerrado ontem. Na maior parte das vezes, os políticos rejeitaram convites para ser candidatos a vice-governador. No Paraná, a petista Gleisi Hoffman, ex-diretora de Itaipu, não quis ser candidata a vice na chapa de Osmar Dias (PDT) ao governo. No Ceará, o PT não abriu mão da candidatura de José Pimentel (foto) ao Senado, apesar dos apelos do grupo ligado ao deputado Eunício Oliveira (PMDB), que queria concorrer sozinho à vaga. O PMDB, hoje com 18 senadores, tenta garantir a maior bancada. Já o PT busca aumentar seu time, atualmente com 9 senadores.

BRASIL 2

Um ministro que jura ficar longe das urnas

Ministro dos mais atuantes da campanha da petista Dilma Rousseff, Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, foi presença constante nas convenções de partidos governistas. Ele participa da definição de estratégias e das negociações políticas da candidatura. Os adversários o acusam de fazer campanha na hora do expediente. Padilha diz que sua intenção é "ajudar o presidente Lula e trabalhar para dar continuidade ao governo". Ele jura que não tem ambições eleitorais: "Quando acabar a campanha de Dilma e o governo de Lula, minha missão estará cumprida."

RIO

Dirigente do PV vai votar no PSOL

O presidente do PV do Rio, vereador Alfredo Sirkis, inconformado por não poder lançar candidato avulso ao Senado, anunciou que, apesar das "diferenças ideológicas", pretende dar seu voto para o candidato do PSOL a senador, Milton Temer. No Rio, o PV disputa o governo com Fernando Gabeira e tem na chapa candidatos ao Senado do DEM e do PPS. Sirkis diz que não há compromisso de apoio aos partidos coligados. O vereador também está em conflito com o PV de Rondônia e de Mato Grosso e disse que alguns companheiros de partido "viraram gigolôs" da legenda.

BRASIL3

Plano de governo só para o TSE

Coordenador do programa do PMDB, Moreira Franco não estranhou que diretrizes petistas fossem registradas como programa de Dilma Rousseff. "Há diferenças. Se pensássemos da mesma forma, estaríamos todos no PT", disse, antes de o PT mudar o registro.

PARANÁ

Tucano cola em Richa e Serra

Recém-escolhido candidato ao Senado, Gustavo Fruet (PSDB) tem pressa. "Tudo será feito agora, a começar pela foto", brinca.

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