Palanque

Cobrança do PSDB nacional irrita dirigentes estaduais

, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2010 | 00h00

A vantagem de Dilma Rousseff sobre José Serra nas pesquisas, embora minimizada pelos tucanos, criou um clima de cobrança mútua no PSDB. Os coordenadores da campanha presidencial querem mais exposição do nome de Serra. Os aliados nos Estados reagem às reclamações de que estão omissos. O presidente do PSDB mineiro, deputado Nárcio Rodrigues (foto), sintetiza o desconforto dos dirigentes tucanos. "O problema é que tudo que se faz é pouco. O Aécio Neves está totalmente dedicado à campanha presidencial, mas em São Paulo ainda é visto com o olho torto. Se a campanha de Serra tem dúvida de que estamos engajados, então venha a Minas e faça como quiser. O que vou dizer a um prefeito do PSB que apoia Aécio e Anastasia, mas está com Dilma? Para trair a coligação nacional do partido dele?"

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O fantasma ainda assusta

A lembrança da edição do debate presidencial de 1989 na TV Globo, entre Collor e Lula, continua a assombrar os petistas. Em reuniões para discutir as regras deste ano, representantes da campanha de Dilma Rousseff tentaram incluir uma cláusula para vetar a exibição de trechos editados dos debates no noticiário das emissoras. Adversários chegaram a ensaiar um apoio à proposta petista, mas todos desistiram diante a negativa dos representantes das Tvs.

MINAS GERAIS

Promessas combinadas

Na tentativa de mostrar afinidade com a campanha presidencial do PSDB, o governador Antonio Anastasia lança em setembro a "agenda Minas-Brasil", com propostas que dependem de ações federais. O tucano vai insistir no discurso de que o Estado não teve atenção do governo Lula para obras de infraestrutura. Entre os projetos de Anastasia, estão a expansão do metrô de Belo Horizonte e do aeroporto de Confins e um gasoduto no Triângulo Mineiro.

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Cineasta amador

José Serra deu palpites na edição dos filmetes sobre sua vida dirigidos por Guilherme Coelho e Pedro Cezar e exibidos na internet. "Duro foi passar pelo crivo do biografado", conta o ex-deputado Ronaldo Cezar Coelho, pai de Guilherme.

SÃO PAULO

Rir para não chorar

Não tem limite o deboche com a eleição. O cantor Tiririca pede votos com o seguinte bordão: "Quero ser deputado federal para ajudar os mais necessitados, inclusive minha família."

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