Palanque

BRASIL

, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2010 | 00h00

Proximidade com o "povo" embala reação a denúncias

Antes de deixar a sede da Rede TV!, depois do debate com os candidatos a presidente, na noite de domingo, Dilma Rousseff provocou os adversários, em especial o tucano José Serra. "A gente faz comício, o que ninguém mais faz. Nós temos o hábito do contato com o povo", disse. Trunfo da campanha petista, o "povo" passa longe do noticiário negativo, como a suspeita de tráfico de influência partindo da Casa Civil e quebra de sigilo fiscal. Além do empenho do presidente Lula, os governistas contam com o baixo impacto desses episódios na média do eleitorado e falam em vitória no primeiro turno. À oposição restam os ataques ao PT, mas poucos meios para alterar o quadro de intenções de voto. "Oitenta por cento da população não sabe o que está acontecendo", lamenta o deputado tucano Jutahy Junior (foto).

BRASIL2

O incômodo de ser "elite"

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), elogia a fase "contundente" da campanha de José Serra, mas evita apontar os erros do início da campanha. "No primeiro momento, a estratégia era derrubar a imagem de elitista que o PT tentava nos empurrar. Era preciso deixar claro nosso compromisso popular", explica o tucano. Ao fim do debate dos presidenciáveis, Guerra parecia preocupado não só com a disputa presidencial, mas também com a futura composição do Congresso. "O presidente Lula sai pelo País com o objetivo de dizimar a oposição. É antidemocrático", protestou.

CEARÁ

Cada um por si

Em disputa apertada pelo Senado com o companheiro de chapa Eunício Oliveira (PMDB), José Pimentel organizou agenda individual, seguindo a "onda vermelha" do PT. No domingo, fez campanha ao lado do ministro Alexandre Padilha. Ontem, foi para a rua com o presidente do partido, José Eduardo Dutra. Amanhã, os dois rivais dividirão o palanque com o presidente Lula. Embora Pimentel e Eunício tentem manter as aparências, integrantes das duas campanhas estão em pé de guerra, com acusações mútuas de sabotagem. A outra vaga de senador está garantida para Tasso Jereissati (PSDB).

PARANÁ

O peso do presidente

Segundo integrantes da campanha de Osmar Dias (PDT)ao governo, a subida do candidato nas pesquisas coincide com a queda do porcentual de eleitores que não sabem que o pedetista tem apoio do presidente Lula.

SÃO PAULO

"Dias terríveis" só no calendário

Dilma Rousseff reuniu-se ontem com a comunidade judaica, em pleno período dos "dias terríveis", entre o Ano-Novo e o Dia do Perdão. "É bom, é uma época de reflexão", diz a petista Clara Ant, organizadora do encontro.

HORROR

"Não entendo por que tem se falado tanto em bala de prata contra a Dilma. Bala de prata é para matar vampiro."

RUI FALCÃO

DEPUTADO ESTADUAL (PT-SP)

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