Palanque, um giro pelas campanhas eleitorais

BRASIL1

, O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2010 | 00h00

Sérgio Rosa ironiza acusador

Apontado por um ex-gerente da Previ como mandante da elaboração de dossiês contra adversários do PT, o ex-presidente do fundo de pensão Sérgio Rosa disse que não responderia aos ataques porque não queria dar mais espaço a seu acusador, Gerardo Santiago, que teria motivos para a "tréplica". Rosa classificou o episódio como "grande bobagem" e reagiu com ironia ao ser lembrado de que estava sendo acusado por um ex-colaborador. "Estou morrendo de medo", desdenhou.

BRASIL2

Novo front

Um dirigente do PT, ao comentar as notícias de que a Previ seja uma fábrica de dossiês, negou qualquer prejuízo para a campanha presidencial, mas levantou a hipótese de uma frente de espionagem ter se criado nos Correios, depois da demissão do presidente Carlos Custódio, ligado ao PMDB e substituído por David Matos, indicado pela ministra Erenice Guerra (foto). "Ninguém do nosso grupo fará nada para atrapalhar a campanha da Dilma Rousseff", garante um peemedebista.

RIO1

Presença garantida

O aviso de Dilma Rousseff de que o presidente Lula não ficará fora de seus discursos estava claro para quem ouviu a petista falar na Cidade de Deus, sábado passado. Dilma adotou o tom emocional do padrinho político. "O presidente Lula nunca esqueceu de onde veio. Sabe o que é subir em um pau de arara com a família no Nordeste e vir procurar emprego no Sudeste", disse Dilma. Em outro momento, falou no "caminho que o presidente Lula traçou para nós".

BAHIA

Depoimento na gaveta

Embora já esteja gravado o depoimento de José Serra para o candidato do DEM, Paulo Souto, os primeiros programas de TV não terão "participações especiais". Serão dedicados à biografia do ex-governador baiano. Mais para frente, garantem os democratas, Serra entrará na propaganda. A Bahia é um trauma para o PSDB por causa das vitórias do presidente Lula. Um tucano baiano diz que se Serra perder de menos de 1 milhão de votos para Dilma no Estado "é lucro".

GOIÁS

Tempo generoso para "puxar votos"

Presidente regional do DEM, o deputado Ronaldo Caiado ocupará um minuto dos cinco minutos e meio do horário dos candidatos a deputado na TV. Dissidente na disputa local, Caiado não faz campanha para o tucano Marconi Perillo ao governo. Mas pede votos para Serra.

RIO2

As siglas de Cabral

Brincadeira de um aliado sobre a campanha de Sérgio Cabral (PMDB): "É o candidato do PAC, da UPP e da UPA."

TAREFAS

"A campanha é deles (petistas), não é nossa. Não temos de estar satisfeitos, mas disponíveis. Se não tem missão específica, a gente procura."

EDUARDO CUNHA DEPUTADO

(PMDB-RJ)

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.