Palanque,um giro pelas campanhas eleitorais

RIO

Luciana Nunes Leal, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2010 | 00h00

Apelo emocional

Sérgio Cabral (PMDB) vai apelar para depoimentos de eleitores no programa de TV. "São de fazer chorar", diz o vice, Luiz Fernando Pezão.

RIO GRANDE DO NORTE

Viagem longa

O primeiro lote de propaganda impressa de José Serra só chegou ao Estado sábado passado. "Até agora o material era praticamente inexistente", diz o senador Agripino Maia (DEM), rejeitando a tese de que os aliados não se empenham por Serra. Dia 26, o tucano irá a Natal.

PERNAMBUCO

Nasce um presidenciável

Quanto mais o governador Eduardo Campos (PSB) consolida a liderança nas pesquisas, menos os socialistas acreditam na permanência do deputado Ciro Gomes no partido. O argumento é que, se o PSB optar por candidatura própria à Presidência em 2014, o nome natural é do pernambucano e não do cearense. Ciro, que não vai disputar a eleição deste ano, tem oscilado entre a decepção com a política e a pretensão de um dia chegar ao Palácio do Planalto.

BRASIL2

Promessas de todos os tipos

Um integrante da campanha de Dilma Rousseff diz que a apresentação das propostas setoriais será uma segunda etapa da propaganda na TV, mas não vai demorar a aparecer. A própria candidata deverá falar de promessas como construção de moradias, ampliação do saneamento básico, redução da pobreza e construção de creches em todo o País. Nos primeiros dias, a prioridade é para a biografia da candidata e a relação com o presidente Lula, estrela dos programas.

BRASIL1

Mobilização "espontânea" é grande vantagem de Dilma

Uma diferença importante no início da propaganda na TV de Dilma Rousseff e José Serra é destacada pelo ex-prefeito Cesar Maia (foto), com base na análise das últimas pesquisas: "Serra joga na mobilização, Dilma já vem com ela." Dois indicadores são especialmente comemorados na campanha petista. Primeiro, mais entrevistados acreditam na vitória de Dilma do que de Serra. Segundo, os eleitores da ex-ministra estão mais convictos da escolha. Boa parte da "mobilização espontânea" em torno da petista vem, segundo Maia, de grupos interessados na manutenção da atual estrutura de poder, como funcionários de estatais, de

ONGs e de sindicatos vinculados a partidos governistas. Já os tucanos insistem que a TV vai disseminar a ideia de que Serra é mais preparado que a adversária para governar.

SOBE...

Televisão Aposta alta

Mesmo sem saber o impacto no eleitor, os candidatos gastam tempo e dinheiro com a propaganda da TV, que começa hoje e se transformou na prioridade das campanhas.

E DESCE...

Comício Quorum baixo

Desde que os showmícios e a distribuição de brindes foram proibidos, em 2006, o número de eleitores dispostos a ir para a rua ouvir e prestigiar seus candidatos diminuiu.

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