Palanque, Um giro pelas campanhas eleitorais

RIO DE JANEIRO

Luciana Nunes Leal, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2010 | 00h00

Disputa pelo Senado provoca mal-estar e parcerias artificiais

Muito mais acirrada que a disputa para o governo, a eleição para o Senado tem produzido cenas inesperadas. A petista Dilma Rousseff incorporou a sua comitiva o senador Marcelo Crivella (foto), do PRB, que não está na coligação do governador Sérgio Cabral (PMDB), mas tem apoio do presidente Lula. Quando Dilma está no Rio, Crivella vai para a rua ao lado de Lindberg Farias (PT) e Jorge Picciani (PMDB). Situação constrangedora que ninguém ousa contestar. Na oposição, Cesar Maia (DEM), em queda nas pesquisas e crítico da campanha presidencial do PSDB, esqueceu as desavenças. Na tarde de sábado, o ex-prefeito fez uma rara aparição ao lado de Serra e do candidato a governador Fernando Gabeira (PV). Pela primeira vez na campanha, a chapa oposicionista completa reuniu-se no mesmo palanque.

BRASIL1

Erro de Cálculo

Há alguns dias, José Serra contou, durante um encontro de campanha no Rio, que assessores reclamam porque ele encerra os discursos sem pedir votos diretamente aos eleitores nem citar o número do PSDB. Era um comentário bem-humorado, mas que ainda reflete uma avaliação inicial dos tucanos de que, no decorrer da campanha, a comparação de currículos evidenciaria a inexperiência da petista Dilma Rousseff e naturalmente atrairia votos para Serra. A duas semanas da eleição, os tucanos atribuem ao "rolo compressor" do presidente Lula a dificuldade de avançar nas pesquisas.

SERGIPE

Aliados ausentes

O DEM aproveitou a passagem de José Serra pelo Estado, na sexta-feira, para explorar o discurso de fidelidade ao tucano, apesar da desvantagem nas pesquisas eleitorais. Por causa de disputas locais, as principais lideranças do PSDB não acompanharam Serra na recepção em Aracaju nem no comício em Itabaiana, organizado pela equipe do candidato ao governo João Alves Filho (DEM). "Uma coisa é ter apoio do partido, outra é fazer os aliados se juntarem", comentou Serra, no fim de semana. Parte do PSDB é mais próxima do governador petista Marcelo Déda do que de João Alves.

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Sinais da queda

Além do pé torcido, Dilma Rousseff tem marcas de ferimentos no pulso e no cotovelo, depois de se desequilibrar na esteira, há uma semana. E sente falta de exercícios: "Quem caminha não precisa tomar tantos remédios."

PERNAMBUCO

Separação litigiosa

Na disputa pelo Senado, o governista Armando Monteiro (PTB) tem apoio de boa parte do PSDB. Mais um motivo de revolta dos aliados de Jarbas Vasconcelos (PMDB), candidato ao governo esquecido pelos tucanos locais.

REBELDE

"Quanta gente feia (na propaganda eleitoral da TV)! Quero ver Passione. Vou votar nulo, nulo, nulo, aperte e confirme."

RITA LEE CANTORA

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