Palanques em Sergipe e no Pará estão em situação de impasse

Candidatos tucanos ao Senado dos dois Estados descartam hipótese de qualquer composição com candidatos do DEM

André Mascarenhas, do estadao.com.br, e Carlos Mendes, especial para o Estado de Belém, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2010 | 00h00

Num movimento que deve complicar ainda mais a relação do DEM com o PSDB no plano nacional, o candidato tucano ao Senado em Sergipe, deputado Albano Franco, descartou ontem qualquer possibilidade de apoiar a candidatura de João Alves Filho (DEM) ao governo do Estado. Embora tenha participado da convenção que homologou o pastor Ariovaldo José como candidato ao governo pelo PSDC, Albano garantiu que o PSDB vai lançar seu nome em uma chapa "independente".

A aliança entre o tucano e João Alves era dada como fundamental para esvaziar as críticas de líderes do DEM à decisão do PSDB de anunciar o senador Álvaro Dias (PR) como candidato a vice-presidente na chapa de José Serra. Na sexta-feira, o presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE), esteve em Aracaju para tentar uma aproximação entre os dois. Não houve acordo.

"Temos razões e motivos para não fazer a aliança", afirmou Albano, que ontem conversou mais duas vezes com Guerra, por telefone. Segundo ele, os dois partidos estiveram próximos de um acordo no Estado. "Mas houve declarações violentas, que atingiram minha honra", queixou-se. Recentemente, o deputado Mendonça Prado (DEM-SE) comparou Albano a uma biruta de aeroporto e a senadora Maria do Carmo (DEM-SE) o teria ofendido com palavras impublicáveis.

Pará. O DEM não terá candidato ao governo no Pará, mas decidiu que Valéria Pires Franco, ex-vice-governadora em aliança com os tucanos em 2002, sairá candidata ao Senado. A decisão foi tomada ontem, numa espécie de convenção interna do partido.

Os integrantes da Executiva decidiram que Vic Pires Franco ? presidente do partido no Estado e marido de Valéria ? tem autonomia para negociar coligação com qualquer partido que der apoio a Valeria. Em troca, o DEM promete apoiar o candidato ao governo de quem fechar com o partido uma aliança para a eleição.

Vic Pires vinha tentando negociar uma coligação com o PSDB, mas sentiu que o partido não quer Valéria na chapa ao Senado ? pois o senador tucano Flexa Ribeiro teria de abrir mão da candidatura à reeleição em seu favor.

A maior resistência à coligação partiu do próprio senador. "Abrir mão de um direito legítimo, nem pensar", disse Flexa Ribeiro. O candidato ao governo dos tucanos, ex-governador Simão Jatene, deixou em aberto até amanhã a hipótese de negociação com o DEM. Nesse caso, a vaga de vice seria oferecida ao partido. / COLABOROU ANTONIO CARLOS GARCIA, ESPECIAL PARA O ESTADO

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.