Palocci confirma órgão para aeroportos

Segundo ministro da Casa Civil de Dilma, a presidente já confirmou a decisão e também quer só técnicos para agências reguladoras

João Domingos, O Estado de S.Paulo

02 de janeiro de 2011 | 00h00

As agências reguladoras serão ocupadas por técnicos e os aeroportos terão mesmo um órgão especial do governo para cuidar do investimento dessa infraestrutura. Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, essas duas decisões já foram tomadas pela presidente Dilma Rousseff e comunicadas ao ministério.

O ministro disse ontem ao Estado que a presidente adiou a criação do órgão para os aeroportos para evitar disputa política em dezembro, em meio à ameaça de apagão aéreo nas viagens de Natal, Ano Novo e férias.

Não está decidido se essa administração aeroportuária será integrada à secretaria de Portos, que já existe, ou se funcionará de modo independente e ligada à Presidência da República.

A Secretaria Especial de Portos será comandada, no governo Dilma, pelo ex-prefeito de Sobral (CE), Leônidas Cristino, indicado do deputado Ciro Gomes (PSB-CE).

Agências. No caso das agências reguladoras, Palocci disse que a presidente não vetará nomes com filiação partidária, mas que as diretorias não serão rateados na distribuição de cargos de segundo escalão que já começaram a ser negociados.

Segundo Palocci, a orientação é preencher cargos com nomes técnicos, isto é, "com pessoas que entendam efetivamente do assunto tratado na agência".

As nomeações para agências reguladores são alvo de constantes críticas da oposição, especialmente do PSDB, que acusam o governo Lula de ter loteado politicamente órgãos técnicos.

Infraestrutura. Ontem, no discurso de posse, no Congresso, a presidente fez uma referência direta ao problema da infraestrutura aeroportuária.

"Os investimentos previstos para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas serão concebidos de maneira a dar ganhos permanentes de qualidade de vida, em todas as regiões envolvidas", disse a presidente Dilma.

A presidente afirmou que mudanças em aeroportos precisam ser imediatas. "Este princípio (ganhos permanentes) vai reger também nossa política de transporte aéreo. É preciso, sem dúvida, melhorar e ampliar nossos aeroportos para a Copa e as Olimpíadas. Mas é mais que necessário melhorá-los já, para arcar com o crescente uso deste meio de transporte por parcelas cada vez mais amplas da população brasileira", acrescentou.

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