Palocci tenta esfriar ânimos

Ministro da Casa Civil, hábil em negociações, busca tranquilizar os líderes peemedebistas

Andrea Jubé Vianna, O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2011 | 00h00

Reconhecido dentro dos meios políticos pela habilidade em negociações complicadas, o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, entrou em ação para tentar acalmar o ânimo dos revoltosos.

Anteontem, ele recebeu em seu gabinete no Planalto o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Momentos antes, o peemedebista anunciara que seu partido precisava ser "convencido pela equipe econômica" da necessidade do reajuste do salário mínimo para R$ 540.

Embora a missão de zelar pelo bom relacionamento do Planalto com os parlamentares seja incumbência do ministro Luiz Sérgio, foi Palocci quem tranquilizou Henrique Alves. O peemedebista deixou a Casa Civil afirmando estar seguro de que seu partido não perderá postos estratégicos no Ministério da Integração Nacional, pasta que perdeu para o PSB. Palocci teria garantido a Alves que seu afilhado político, Elias Fernandes, permanecerá na diretoria geral do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (DNOCS), vinculado à pasta da Integração. O DNOCS gerencia milhões de reais em dotações orçamentárias, voltadas à construção de barragens e obras de irrigação. A primeira concorrência do ano já foi aberta e envolve a construção da barragem Poço de Varas, orçada em R$ 20 milhões, no município de Coronel João Pessoa, no Rio Grande do Norte, base eleitoral de Alves.

As maratonas de reuniões e conversas entre peemedebistas e petistas realizadas anteontem, que incluíram as visitas de Alves e da governadora Roseana Sarney (MA) a ministros do Planalto, reduziram a temperatura da crise, mas não liquidaram os conflitos. O clima é de pacificação temporária, conforme resumiu um líder do PMDB.

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