EFE/EPA/Riccardo Antimiani
EFE/EPA/Riccardo Antimiani

Papa abre 'maratona' global de orações pelo fim da pandemia

Durante todos os dias de maio, os fiéis são chamados a rezar o rosário para invocar o fim da crise sanitária e para pedir a retomada das atividades sociais e de trabalho

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2021 | 16h46

CIDADE DO VATICANO - O papa Francisco, um ferrenho defensor da vacinação contra a covid-19, lançou neste sábado, 1º, uma iniciativa mais espiritual contra a pandemia, uma "maratona de orações" que será seguida por trinta santuários em todo o mundo.

Durante todos os dias de maio, os fiéis são chamados a rezar o rosário para invocar o fim da pandemia e para pedir a retomada das atividades sociais e de trabalho.

A "maratona" iniciou neste sábado, às 18h em Roma (13h no horário de Brasília), na Basílica de São Pedro. Papa Francisco abriu o ciclo com uma "oração pela humanidade ferida", na presença de cerca de 150 fiéis.

Mencionando a atual "dramática situação", "cheia de sofrimentos e angústias", pediu proteção aos que choram seus mortos, "às vezes sepultados de maneira que fere a alma" e elogiou "o heróico cansaço" dos médicos, enfermeiras, trabalhadores da saúde e voluntários que arriscam suas vidas.

O Papa também pediu à Virgem Maria que "ilumine os espíritos dos homens e mulheres da ciência para que encontrem boas soluções para derrotar este vírus" e "alcance as consciências para que se destinem as enormes somas utilizadas no desenvolvimento e aperfeiçoamento de armas para promover estudos que possibilitem prevenir tais catástrofes no futuro.”

Trinta santuários dedicados à Virgem Maria — da Polônia ao Brasil, passando pela Coreia do Sul e Nigéria — se revezarão todos os dias do mês para participar da prece. Cada templo terá um tema de oração relacionado à crise sanitária.

No dia 6 de maio, a basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), rezará pelos jovens afetados pela pandemia. Outros santuários mencionarão em suas orações gestantes, profissionais dos meios de comunicação, prisioneiros, médicos, enfermeiros, bombeiros, desempregados e cientistas.

O papa encerrará a iniciativa no dia 31 de maio nos jardins do Vaticano./AFP

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