EFE/EPA/Massimo Percossi
EFE/EPA/Massimo Percossi

Papa consola a criança que perguntou se o pai ateu estava no céu

Sumo Pontífice afirma que Deus não abandona as pessoas boas

O Estado de S.Paulo

15 Abril 2018 | 18h16

VATICANO - O papa Francisco afirmou neste domingo, 15, que Deus não abandona as pessoas boas, ao responder a uma pergunta feita por um garoto que queria saber se seu pai, que era ateu e tinha morrido recentemente, estava no céu.

Durante uma visita feita a Paróquia de São Paulo da Cruz, em um bairro da periferia de Roma, o sumo pontífice respondeu a perguntas feitas por fiéis, entre os quais se encontrava Emanuele, um garoto de dez anos, que não conseguiu conter as lágrimas e chorou durante o questionamento.

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Diante da situação, o papa Francisco chamou a criança para fazer a pergunta perto de seu ouvido, o abraçou e os dois conversaram durante alguns minutos.

Com autorização da criança, o pontífice explicou que Emanuele havia perdido o pai fazia pouco tempo mas que, embora não fosse crente, batizou os quatro filhos. A grande dúvida da criança, no entanto, era saber se o pai estava no céu.

“Que bonito um filho dizer que seu papai era bom. Um bonito testemunho daquele homem para que seus filhos possam dizer que ele era um homem bom. Sim, esse homem foi capaz de ter os filhos assim, com  certeza era um grande homem”, explicou.

O papa ressaltou que, apesar do homem “não tivesse o dom da fé, não era crente, batizou aos filhos”, e diante da dúvida do garoto, contestou: “Quem diz quem vai para o céu é Deus”.

“Deus abandona a seus filhos quando são bons?”, perguntou o papa para todos os presentes. Em coro, o público respondeu que “não”.

“Bom, Emanuele, esta é a resposta. Deus seguramente está orgulhoso de seu pai, porque é mais fácil ser crente e batizar os filhos do que não ser cristão e mesmo assim, batizá-los. E com certeza, Deus gostou bastante disso”, adicionou.

Em seguida, o papa concluiu: “Converse com seu papai, reze para ele. Obrigado, Emanuele, por sua coragem”.

Outra pergunta feita pelo público foi se todos, incluindo os não batizados, são filhos de Deus. “ Somos todos filhos de Deus, inclusive os que são de religiões distantes”, explicou. “Isso inclui também os criminosos, mesmo que esses prefiram se comportar como filhos do diabo”.

As crianças também perguntaram o que ele havia sentido quando foi eleito para ser Sumo Pontífice. “Não senti medo, nem uma grande alegria, apenas uma grande paz”, concluiu.    

(com agência EFE)

 

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