EFE/ Maurizio Brambatti
EFE/ Maurizio Brambatti

Papa critica diagnóstico pré-natal e diz que aborto não é solução

Em encontro com o grupo 'Yes to Life', Francisco disse que o diagnóstico pré-natal com "fins seletivos" deve ser desencorajada

EFE, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2019 | 11h28

Cidade do Vaticano - O papa Francisco criticou neste sábado, 25, o "diagnóstico pré-natal" realizado pela medicina que antecipa doenças no feto e opinou que o aborto não é a solução para tais problemas.

"O medo e a hostilidade relativos à deficiência levam com frequência à escolha do aborto, configurando-o como uma prática de 'prevenção'", afirmou o pontífice em um encontro com os participantes do congresso internacional "Yes to Life" ("Sim à Vida", em tradução livre do inglês) no Vaticano.

"A vida humana é sagrada e inviolável e a utilização do diagnóstico pré-natal com fins seletivos deve ser desencorajada porque é a expressão de uma mentalidade desumana de eugenia, que priva as famílias da possibilidade de acolher, abraçar e amar seus filhos mais frágeis", acrescentou o líder católico.

Francisco frisou que "o aborto nunca é a resposta que as mulheres e as famílias procuram" e lamentou que "o medo da doença e da solidão faz os pais hesitarem".

Para o papa, "as crianças, desde o ventre materno" são "pequenos pacientes, que frequentemente podem ser curados com intervenções farmacológicas, cirúrgicas e assistenciais extraordinárias".

Além disso, Francisco argumentou que essas crianças são capazes de "reduzir a terrível lacuna entre as possibilidades diagnósticas e terapêuticas, que durante anos foi uma das causas do aborto voluntário e do abandono da atenção ao nascer de muitas crianças com doenças graves".

Por fim, o pontífice reconheceu que "as técnicas modernas de diagnóstico pré-natal são capazes de descobrir desde as primeiras semanas a presença de más-formações e patologias", mas advertiu que "a evolução de cada doença é sempre subjetiva e nem sequer os médicos sabem com frequência como ela se manifestará em cada indivíduo". EFE

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