EFE
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Papa diz ser permitido palmada em crianças, desde que não ofenda sua dignidade

Mais tarde, o porta-voz do Vaticano afirmou que o pontífice obviamente não estava incentivando a violência ou crueldade contra as crianças, mas sim 'ajudando alguém a crescer e amadurecer'

Associated Press

05 de fevereiro de 2015 | 21h49

O papa Francisco afirmou nesta quinta-feira, 5, que é permitido bater nos filhos para discipliná-los, desde que a dignidade das crianças não seja ameaçada. O pontífice fez as declarações durante sua uma audiência semanal, que desta vez foi devotada ao papel do pai dentro da família. Para ele, as qualidades de um bom pai são: ser alguém que perdoa mas também poder "corrigir com firmeza", sem com isso desencorajar as crianças.

Uma vez, contou o papa, ele ouviu um pai dizer que batia em seus filhos às vezes, mas nunca no rosto, para não humilhá-los. "Que interessante! Ele conhece o senso de dignidade! Ele pune seus filhos, mas o faz de forma justa, e segue em frente."

Mais tarde, o porta-voz do Vaticano, reverendo Thomas Rosica, afirmou que o papa obviamente não estava incentivando a violência ou crueldade contra as crianças, e sim "ajudar alguém a crescer e amadurecer."

A postura da Igreja Católica a respeito de punição corporal enfrentou grandes críticas no ano passado, quando membros do comitê de direitos humanos das Nações Unidas, que discutia a implementação de um tratado sobre os direitos das crianças. Os especialistas queriam que o Vaticano aprovem uma emenda proibindo especificamente punições corporais em crianças, até mesmo dentro do ambiente familiar.

O Vaticano argumentou que nunca promoveu a punição corporal, mas que também não tinha como fiscalizar o cumprimento dessa regras nas inúmeras escolas católicas no mundo, que por sinal estão fora de sua jurisdição. Ainda assim, ele reafirmou que os pais "devem poder retificar as ações inapropriadas de seus filhos impondo certas consequências razoáveis, tendo em vista a capacidade da criança de entender o corretivo."

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