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Papa exprime 'dor e preocupação' após massacre em prisão de Manaus

Francisco defende que cadeias devam ser espaços de 'reeducação e reinserção social', pede respeito pelos detentos e reza em homenagem às vítimas

O Estado de S.Paulo

04 Janeiro 2017 | 09h59

CIDADE DO VATICANO - O papa Francisco manifestou nesta quarta-feira, 4, no Vaticano a sua “dor” perante o massacre deste domingo, 1º, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, que resultou na morte de 54 presos no local e quatro na Unidade Prisional de Puraquequara (UPP).

“Manifesto dor e preocupação pelo que aconteceu. Convido a rezar pelos defuntos, pelos seus familiares, por todos os detentos daquela cadeia e pelos que ali trabalham”, disse, no final da audiência pública semanal na Sala Paulo VI.

Francisco comentava as “notícias dramáticas” que chegaram do Brasil, após o “massacre” que resultou do “violentíssimo confronto” entre grupos rivais.

“Renovo o apelo para que os institutos penitenciários sejam lugares de reeducação e de reinserção social e que as condições de vida dos detentos sejam dignas de pessoas humanas”, prosseguiu.

De improviso, o papa convidou a rezar por todos os detentos do mundo. “Rezemos a Nossa Senhora, mãe dos detentos”, concluiu, antes de recitar uma ave-maria com os presentes.

O arcebispo de Manaus, dom Sérgio Eduardo Castriani, já tinha manifestado a sua condenação pelo motim deste domingo na capital do Estado do Amazonas - a situação só foi controlada durante a manhã de segunda-feira, 2.

“Manifestamos o nosso repúdio contra a mentalidade daqueles que banalizam a vida, achando que é descartável, onde se pode matar e praticar todo tipo de crime e violência contra os cidadãos”, afirmou o arcebispo de Manaus.

A Arquidiocese Brasileira promoverá uma celebração eucarística em sufrágio pelas vítimas no próximo sábado, 7, na Catedral da Imaculada Conceição. /AGÊNCIA ECCLESIA

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