Vatican Media/Handout via REUTERS
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Papa Francisco desmarca principal compromisso do ano por crise de coronavírus

O Vaticano não especificou qual doença ou sintoma acomete Francisco. A possibilidade de ele ter contraído coronavírus foi descartada pelo porta-voz do Vaticano Matteo Bruni

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de março de 2020 | 08h46

VATICANO - O papa Francisco desmarcou neste domingo, 1º, o encontro que ele teria com cerca de 2 mil jovens para tratar de uma "economia mais solidária". De acordo com informações do próprio Vaticano, a "Economia de Francisco" estava prevista para acontecer em Assis, na Itália, entre os peóximos dias 26 e 28, mas foi adiada por causa da crise do coronavírus

O comitê organizador do congresso adiou o evento para 21 de novembro. “Isso tendo em vista a dificuldade que muitos jovens estão tendo para deslocamentos internacionais e nacionais”, disse o diretor do congresso, padre Enzo Fortunato. O objetivo do evento é discutir práticas econômicas mais éticas e humanistas, e os organizadores preveem a participação de cerca de 2 mil jovens de 115 países, incluindo do Brasil.

Na manhã deste domingo, o pontífice fez sua primeira aparição pública em quatro dias, desde que foi anunciada pelo Vaticano que o ele sofria de uma “pequena indisposição” que o forçou a cancelar sua agenda oficial. O líder católico, de 83 anos, apareceu na varanda do Palácio Apostólico e acenou para o público presente na Praça de São Pedro, muitos deles usando máscaras faciais. 

Francisco também anunciou neste domingo que não participará de um exercício espiritual de seis dias com a cúria em Ariccia, ao sul de Roma, por causa do resfriado.

O Vaticano não especificou qual doença ou sintoma acomete Francisco. No entanto, em meio a temores na Itália por causa do surto de coronavírus, a possibilidade de ele estar sofrendo da epidemia foi descartada. 

"Não há evidências que levem ao diagnóstico de nada além de uma leve indisposição", disse o porta-voz Matteo Bruni.

A Itália sofre o pior surto da epidemia no continente europeu, com mais de 1.100 casos confirmados desde 20 de fevereiro. Pelo menos 29 pessoas morreram. / Reuters

 

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