Imprensa do Vaticano
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Papa Francisco aceita pedido de demissão de Dom Vilson, bispo de Limeira

Bispo está sob investigação por suspeita de acobertar casos de abuso sexual e extorsão; Vaticano anunciou que Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida, será o administrador apostólico 'sede vacante' da diocese

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2019 | 08h28
Atualizado 17 de maio de 2019 | 11h04

CIDADE DO VATICANO - O papa Francisco aceitou o pedido de demissão do bispo de Limeira Dom Vilson Dias de Oliveira, informou o Vaticano nesta sexta-feira, 17, em um comunicado. O bispo está sob investigação por suspeita de acobertar casos de abuso sexual e extorsão.

Em carta de despedida, o bispo reconheceu suas "limitações", apontando que "nesses últimos meses enfrentamos todo tipo de cruzes, por meio de ataques à nossa Igreja Particular de Limeira, a mim e a vários presbíteros". "Hoje me despeço de vocês como Bispo Diocesano e peço minha renúncia por amor à Igreja de Cristo e pelo bem desta Diocese." Ele não comentou os dois inquéritos policiais abertos contra ele.

O Vaticano anunciou que Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida, será o administrador apostólico "sede vacante" da diocese. A Santa Sé sempre informa as demissões de bispos em seus comunicados, mas sem especificar os motivos.

Em fevereiro, o Vaticano interveio em uma diocese brasileira em razão das denúncias de suposto abuso de coroinhas por um padre e desvio de dinheiro de fiéis por um bispo no interior paulista. Os crimes teriam sido registrados em Americana, Araras e Limeira. 

Um dos investigados era Vilson Oliveira, suspeito de fraude e de ser omisso em relação às denúncias de abuso cometido pelo padre Pedro Leandro Ricardo, que está suspenso de suas funções. 

Cúpula mundial

Diante de uma série de escândalos de abusos sexuais que mancharam a imagem da Igreja Católica, o papa Francisco organizou em fevereiro uma cúpula mundial de bispos sobre o assunto, prometendo ações concretas.

Na semana passada, ele mudou a legislação interna da Igreja para obrigar padres e religiosos a denunciar qualquer suspeita de agressão sexual ou assédio

O "motu proprio", uma carta emitida diretamente pelo papa, também obriga a denunciar qualquer tentativa da hierarquia católica de encobrir abusos sexuais cometidos por um padre ou religioso. Ele também insta todas as dioceses do mundo a criar, dentro de um ano, um sistema que permita ao público denunciar casos de abusos. / AFP

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