Giuseppe Lami / EFE
Giuseppe Lami / EFE

Papa Francisco aceita renúncia de padre chileno acusado de abuso sexual

Sacerdote teria molestado menor de idade em 1985, mas caso veio à tona somente em 2018

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2019 | 00h33

O papa Francisco aceitou a renúncia de um sacerdote chileno acusado de abusar sexualmente de um menor de idade em 1985. O acusado, Luis Felipe Egaña, era ex-capelão dos Carabineros, polícia militar uniformizada do Chile.

Segundo comunicado divulgado neste sábado, 5, pela Diocese de Talca, onde o padre atuava, o papa aceitou o pedido de renúncia "pelo bem da Igreja", da qual Egaña foi excluído "de seu estado clerical e de suas obrigações próprias do sacerdócio".

Egaña encaminhou seu pedido de saída ao Vaticano logo depois da denúncia de abuso sexual vir à tona no Chile, em junho de 2018. Em agosto do mesmo ano, a investigação demonstrou que a acusação era "verossímil", mas que o crime havia prescrito.

Mesmo assim, diante da gravidade da acusação, a diocese local pediu ao Vaticano a revogação da prescrição. Desde então, o sacerdote estava suspenso das suas funções religiosas.

O caso se soma a outros escândalos de abusos sexuais cometidos por membros da Igreja chilena. Somente em 2018, o papa Francisco aceitou a renúncia de sete bispos chilenos, expulsou do sacerdócio outros dois bispos eméritos e os sacerdotes Fernando Karadima e Cristián Precht. /AFP e EFE

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