Vatican Media/AFP
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Papa Francisco ressalta o trabalho de jornalistas e faz alerta contra perigos da desinformação

Mensagem de Francisco foi divulgada pelo Vaticano por ocasião da jornada mundial das comunicações sociais, que será celebrada em maio. Pontífice pediu que jornalistas saíam às ruas para encontrar pessoas e histórias

AFP, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2021 | 17h32

O papa Francisco pediu neste sábado, 23, aos jornalistas que saiam às ruas, falem com as pessoas e cheguem aos lugares de onde se produz as notícias, em vez de ficar nas redações diante de uma tela. O pontífice fez ainda uma alerta sobre os perigos causados pela desinformação

“A crise do setor editorial pode levar a uma informação construída nas redações, em frente ao computador, nos terminais das agências (de notícias), nas redes sociais, sem sair nunca às ruas, sem gastar as solas do sapato, sem encontrar as pessoas para buscar histórias”, disse o papa em uma mensagem divulgada pelo Vaticano em razão da jornada mundial das comunicações sociais, que será celebrada no próximo dia 16 de maio. 

Na sua mensagem, o papa também alertou para os perigos da desinformação. “Também se tornou visível para todos os riscos de uma comunicação social carente de controles. Descobrimos, há muito tempo, como as notícias e as imagens são fáceis de manipular”, cobrando os profissionais e o público a uma “maior capacidade de discernimento e a um sentido de responsabilidade mais maduro”. 

Referindo-se aos Evangelhos, onde Jesus disse a seus discípulos “Venham e verão”, o papa considerou que “o jornalismo, como relato da realidade, requer a capacidade de ir aonde ninguém vai”. 

É “uma curiosidade, uma abertura, uma paixão”. “Graças a valentia e ao compromisso de tantos profissionais hoje conhecemos, por exemplo, inumeráveis abusos e injustiças contra os pobres e muitas guerras esquecidas foram contadas”, disse Francisco. 

Segundo o papa, “numerosas realidades do planeta, ainda mais em tempos de pandemia, direcionam ao mundo da comunicação o contive de ‘ir e ver’”. 

Francisco, que também cobrou o clero em muitas ocasiões a sair de sua bolha e ir às ruas, teve que renunciar a todos os deslocamentos desde o início da pandemia e tem por hora em sua agenda uma viagem ao Iraque em março.

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