EFE
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Papa ordena que bispos denunciem pedofilia dentro da Igreja

'Tudo deve ser feito para livrar a Igreja do flagelo do abuso sexual de menores e abrir os caminhos da reconciliação e cura', disse Francisco em carta a bispos e chefes de instituições religiosas

Philip Pullella, REUTERS

05 de fevereiro de 2015 | 10h40

VATICANO - O papa Francisco ordenou nesta quinta-feira, 5, que os bispos católicos de todo o mundo cooperem plenamente com a comissão criada por ele para proteger as crianças do abuso sexual por parte de clérigos e deem prioridade à questão, mesmo que isso revele novos escândalos.

O papa enviou a carta aos bispos e chefes de instituições religiosas um dia antes de a comissão, que ele criou no ano passado, realizar sua primeira reunião plena. Na carta, o papa diz: "Tudo deve ser feito para livrar a Igreja do flagelo do abuso sexual de menores e para abrir os caminhos da reconciliação e cura para aqueles que sofreram abusos”.

"As famílias precisam saber que a Igreja está fazendo todos os esforços para proteger seus filhos. Não deve ser dada prioridade a nenhum outro tipo de preocupação, seja qual for a sua natureza, tais como o desejo de evitar o escândalo, já que não há absolutamente nenhum lugar no ministério para aqueles que abusam de menores", disse ele.

Relato. Integrante da comissão, a vítima de abuso sexual Marie Collins, da Irlanda, disse que os membros da comissão pediram ao papa que escrevesse a carta para frustrar qualquer resistência por parte dos bispos ao seu trabalho.

A Igreja Católica Romana, que tem cerca de 1,2 milhão de fiéis, vem sendo afetada nos últimos 15 anos por um escândalo envolvendo o abuso sexual de crianças por padres de diferentes países.

Desde sua eleição, em março de 2013, Francisco por várias vezes prometeu tolerância zero para com os infratores, mas vítimas de abuso querem que ele faça mais e responsabilize os bispos acusados de encobrir casos de abusos. 

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