EFE
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Papa pede a bispos que não escondam casos de abusos contra crianças

Evento da Igreja em fevereiro vai tratar de proteção a meninos e meninas

Redação, O Estado de S. Paulo

16 Janeiro 2019 | 19h12

O papa Francisco vai pedir a bispos de todos os países, que participarão do encontro “A proteção dos menores na Igreja”, que não tolerem abusos contra crianças. A reunião será de 21 a 24 de fevereiro, em Roma. As informações são da Agência Brasil.

Francisco disse nesta quarta-feira, 16, que nenhum caso deve ser “encoberto ou sepultado”. A reação do papa ocorre no momento que vem à tona denúncias de assédio, abusos e violência sexual cometidos por religiosos contra crianças.

No dia 6 deste mês, o pontífice aceitou a renúncia de um padre chileno acusado de abuso. Dois dias antes, admitiu, em uma carta ao clero dos Estados Unidos, uma ferida na credibilidade da Igreja Católica por causa dos abusos.  

Porta-voz interino do Vaticano, Alessandro Gisotti disse que o papa quer uma ação integrada dos bispos para “prevenir e combater o drama global do abuso infantil". 

"Para o papa Francisco, é essencial que quando os bispos retornem a seus países, estejam cientes das regras a serem aplicadas e cumpram as medidas necessárias para evitar abusos, proteger as vítimas e que nenhum caso seja escondido ou enterrado", disse Gisotti.

Nesta quarta, o papa recebeu a comissão organizadora do encontro, e transmitiu sua mensagem. No encontro em fevereiro, haverá sessões plenárias, grupos de trabalho, momentos comuns de oração com a escuta de testemunhos, uma liturgia penitencial e uma celebração eucarística final.

Ferida na credibilidade

No início do mês, o pontífice havia pedido ao clero dos Estados Unidos, em carta divulgada pela Santa Sé, que adote uma nova mentalidade no modo de exercer a autoridade, diante da "ferida na credibilidade" da Igreja causada pelos casos de abusos.

Na carta, o papa reconhece que "a credibilidade da Igreja se viu fortemente questionada e debilitada por estes pecados e crimes", pelos abusos de poder, de consciência e sexuais, mas sobretudo pela vontade de querer dissimulá-los e escondê-los.

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