Diocese de Crato
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Papa reconhece martírio de Benigna, menina brasileira que será beata

Garota foi brutalmente assassinada aos 13 anos, em 1941, em Santana do Cariri, no Ceará, por um menino que a assediava

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2019 | 10h20

CIDADE DO VATICANO - O papa Francisco assinou o decreto que reconhece o martírio da menina brasileira Benigna Cardoso da Silva, que foi brutalmente assassinada aos 13 anos, em 1941, por um menino que a assediava, da mesma idade.

A assinatura do pontífice foi realizada em uma audiência nesta quarta-feira, 2.

Entre os vários decretos aprovados está o que reconhece o martírio da brasileira natural de Santana do Cariri, no Ceará. A declaração do martírio é decisiva para a beatificação, já que assim não é necessário reconhecer um milagre.

Embora ainda não seja beata, Benigna é muito venerada em sua cidade natal como um mártir da pureza e da castidade. No local da morte da jovem foi erguido um monumento com uma cruz, além de uma lápide e um memorial que conserva alguns de seus objetos pessoais.

Crime

Segundo a Diocese do Crato, no Ceará, Benigna começou a ser abusada por um menino aos 12 anos. No dia 24 de outubro de 1941, sabendo que ela buscaria água em um poço perto de casa, o garoto decidiu esperá-la escondido.

Ao tentar agarrá-la à força, ele a assassinou com um facão após uma tentativa de defesa de Benigna. /EFE

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