Papéis podem incriminar empresário de transporte

Documentos da São Paulo Transporte (SPTrans) e da Justiça em poder da força-tarefa que investiga irregularidades nos transportes da capital podem complicar a situação do empresário Romero Teixeira Niquini.Durante o período em que as Viações Santa Bárbara, São Judas e Expresso Parelheiros estavam sob controle da SPTrans, ficou constatado o pagamento de R$ 6 mil da Santa Bárbara para a Empresa Paulista Ambiental de Limpeza (Epal).O pagamento não estaria vinculado a nenhum serviço prestado pela Epal à empresa de ônibus. Os promotores investigam a relação dessa transação com o pagamento de suborno a sindicalistas. A operação entre as duas empresas ocorreu em setembro.Em documento encaminhado ao administrador Wagner Ramos ? designado pela SPTrans para gerenciar a Santa Bárbara ? Niquini informava, um mês depois, que pagava R$ 5.600,00 a Edvaldo Gomes de Oliveira, o Dentinho, preso por suspeita de enriquecimento ilícito. O promotor José Carlos Blat quer saber se o dinheiro que foi parar na conta de Dentinho tem relação com as transferências detectadas pela SPTrans. ?Vamos aprofundar as investigações.?Nesta quinta-feira, Niquini prestou depoimento durante quase seis horas ao delegado da Polícia Federal Nivaldo Bernardi. Durante todo o tempo, segundo Bernardi, Niquini negou as acusações e afirmou que existem na SPTrans esquemas para desvio do dinheiro do sistema.Citou como exemplo a diferença de valor entre o preço dos passes e o que é transferido às empresas e acusou a SPTrans de ter devolvido sua frota depredada e com 643 ônibus a menos. O secretário dos Transportes, Jilmar Tatto, negou qualquer irregularidade, disse que a remuneração é prevista em contrato e que a frota foi devolvida sem problemas.

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