Para abastecer, motoqueiro terá de tirar o capacete em Bauru

Os cem postos de combustíveis de Bauru só abastecerão, a partir dos próximos dias, as motocicletas que os condutores retirem os capacetes logo na chegada à bomba. A medida, tomada em conjunto pelos sindicatos dos postos e dos frentistas tem como objetivo evitar o grande número de assaltos praticados por motoqueiros. Para evitar problemas com o Código Defesa do Consumidor, que exige tratamento igual para todos os clientes e anúncio antecipado de exigências, foram confeccionadas placas que anunciam o abastecimento só depois da retirada do capacete. Abel Diniz, presidente do Sindicato dos Frentistas, disse ontem que a recusa do motoqueiro em mostrar o rosto será entendida como forma de evitar sua identificação pelos funcionários e câmeras de monitoramento. "Só no ano passado tivemos 122 reclamações de assaltos praticados por motoqueiros nos postos de Bauru, mas isso é apenas uma parte das ocorrências porque muitos comerciantes não fazem ocorrência", diz o sindicalista, lembrando que na maioria das vezes a importância roubada é pequena diante da burocracia e perda de tempo do registro com o registro policial. Preocupação Apesar do baixo custo, donos de postos e frentistas preocupam-se com a violência. Em 2005 o frentista Ezidio Soares de Oliveira foi morto quando trabalhava num posto do Parque Vista Alegre, zona norte da cidade. Recentemente, ao mesmo tempo em que roubavam o frentista, motoqueiros agrediram e também roubaram dinheiro e telefones celulares de clientes que abasteciam. Há, ainda o caso de um frentista, que pede a preservação do seu nome, mas revela que reconheceu o ladrão e depois passou a ser pressionado pela família do bandido para ir à delegacia e mudar o seu depoimento. Wagner Siqueira, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e dono de três postos, disse que só no ano passado foi assaltado 13 vezes e lembra que, a cada dia, as ocorrências vêm se tornando mais corriqueiras. "Eles assaltam a qualquer hora e em qualquer lugar, até quando o posto está cheio de pessoas", explicou. Depois de Bauru, o Sindicato dos Frentistas tem por objetivo levar a regulamentação do uso do capacete pelos motoqueiros aos postos de Botucatu, Marilia, Ourinhos, Jaú e outras cidades da região. "É o meio que temos para inibir um pouco as ocorrências´, diz Abel Diniz.

Agencia Estado,

09 Fevereiro 2007 | 17h59

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