Para Aécio, Lula deve ter serenidade para aceitar as críticas

O governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Aécio Neves (PSDB), disse nesta segunda-feira, 31, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, precisa ter serenidade para aceitar as críticas da oposição durante a campanha. "Até porque é presidente da República, ele terá que estar sereno para aceitar as críticas e respondê-las", observou o governador mineiro, em entrevista à rádio CBN. Aécio rebateu as declarações feitas pelo presidente feitas em campanha durante o final de semana, em Florianópolis. "Nenhum adversário tem autoridade para nos atacar", diz Lula à militância. Em tom irônico, o governador afirmou que o PT não é igual aos outros partidos. "Me parece que, do ponto de vista ético, o PT, ou parcela do PT, tem se mostrado pior do que a média dos partidos brasileiros".O governador de Minas acredita que Lula, pela ação de pessoas próximas e, sobretudo, do PT e de algumas lideranças do seu partido, terá de passar essa campanha tendo que dar muito mais explicações."O presidente Lula, para vencer essas eleições, terá de ser um candidato diferente daquele que nas últimas eleições não discutiu com profundidade as grandes questões do País".Aécio disse que o "amigo" Lula não deveria tentar justificar os problemas de seu governo afirmando que "todos são iguais ou os outros faziam também". Segundo ele, se ocorreram problemas no passado, que sejam investigados e que haja punições. "Mas isso não absolve aqueles que no exercício, seja de um mandato político ou atuando em cargos públicos, não tenha agido de forma adequada, não trataram de forma adequada o recurso público".CicloNa entrevista, que encerrou a série da emissora com os candidatos ao governo de Minas, Aécio voltou a dizer que Lula e o PT já tiveram sua oportunidade de governar o País. "Mas, para o Brasil, é preciso que esse ciclo se encerre, até para que o PT, de fora do governo, se recicle, amadureça e, quem sabe, se prepare para uma nova oportunidade de governar o Brasil no futuro", afirmou, pedindo em seguida votos para o presidenciável tucano, Geraldo Alckmin.O governador de Minas ressaltou a boa relação pessoal que mantém com o presidente e reconheceu virtudes no governo Lula, citando o programa Bolsa Família. Ele reiterou também que pretende manter as parcerias com o governo federal e com a prefeitura de Belo Horizonte, administrada pelo petista Fernando Pimentel.

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