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Para Alckmin, demissão de mau policial é rotina

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) classificou neste sábado como "rotina" a demissão de maus policiais. "O que aconteceu e foi divulgado é rotina, acontece toda a semana. Não tem um dia, e isso é ato do governador, que eu não demita policial a bem do serviço público", disse o governador, citando o caso dos investigadores do Departamento de Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil acusados de comandar o tráfico na região conhecida como "cracolândia, no centro da capital.Alckmin voltou a afirmar que os investigadores acusados - desde sexta-feira em prisão temporária que vale por 15 dias - serão expulsos da polícia, caso a sindicância revele que eles são culpados. A média mensal de demissão a bem do serviço público é de 30 funcionários: 80% das polícias e 20% do restante do funcionalismo. "Nós temos 800 mil funcionários, 680 mil não dão 20% de demitidos e os 120 mil da polícia respondem por 80% dessas demissões", disse Alckmin. De acordo com dados citados por Alckmin, só neste ano foram demitidos cerca de 490 policiais, número semelhante ao volume de demitidos nos quatro anos da gestão do ex-governador e deputado federal Luiz Antonio Fleury Filho (1991-1994). "Até o final do ano vamos passar de 500, mas toda a generalização é injusta. A polícia tem 125 mil policiais que se dedicam, correm risco de vida. Em qualquer atividade humana tem sempre alguém que age de forma errada."Alckmin determinou ao secretário de Segurança Pública, Marco Vinício Petreluzzi, que, além dos cinco investigadores do Denarc, os superiores deles também sejam investigados. "Nesse caso específico, ocorrido na ´cracolândia´, é inacreditável que policiais tão ruins, tão comprometidos, possam ter atuado sem que ninguém soubesse. Vão ser todos investigados. No mínimo (houve) omissão", disse.Ele não crê no envolvimento do comando da segurança no caso. "Não, é evidente que não há envolvimento do comando. Mas o superior imediato deve sim ser investigado. Na melhor das hipóteses, por omissão. Não é possível alguém ter policias agindo dessa forma e não saber", afirmou o governador. O diretor do Denarc, delegado Marco Antônio Ribeiro de Campos, tem total apoio e confiança do delegado-geral da Polícia Civil Marco Antonio Desgualdo e também do secretário da Segurança. Para Alckmin, o comando da Segurança Pública permanece prestigiada, apesar da série de casos negativos ocorridos ao longo dos dez meses de governo - aumento nos casos de seqüestro, maquiagem de boletins de ocorrência, fugas em massa de presos, atos de desafio do PCC - que o levaram a admitir que o ponto fraco de seu governo é a segurança. "Se não estivesse prestigiado já teria saído", afirmou. O governador participou pela manhã da solenidade de formatura de 182 aspirantes - 147 homens e 35 mulheres - à oficiais da Polícia Militar da Academia do Barro Branco. O grupo será destacado para o serviço de policiamento ostensivo. Na cerimônia, que teve como paraninfo o ex-ministro da Justiça José Gregori, os formandos receberam a espada, símbolo do oficialato.

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