Para Alckmin, demissão foi 'só um cuidado'

Governador minimiza saída de assessor de secretaria que era ligado a empresa contratada com verba de emenda

WLADIMIR DANDRADE , AGÊNCIA ESTADO, O Estado de S.Paulo

22 Outubro 2011 | 03h04

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse ontem que não viu irregularidade no episódio que levou à demissão de um assessor da Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano do Estado de São Paulo. A exoneração de Luiz Antonio Pereira de Carvalho, publicada ontem pelo Diário Oficial, foi definida pelo tucano como "apenas um cuidado" tomado pelo titular da pasta, Edson Aparecido, um dos auxiliares mais próximos de Alckmin no Palácio dos Bandeirantes.

A saída de Carvalho foi publicada no mesmo dia em que o jornal Folha de S. Paulo mostrou que o governo paulista liberou R$ 150 mil para a construção de um barracão multiuso no município de Lourdes, no noroeste do Estado, em que a empresa contratada é ligada ao ex-assessor. Carvalho - que foi prefeito de Guzolândia, cidade situada na mesma região - transferiu a Solução Construções e Pavimentação para sua mãe e sua mulher em 2009.

A emenda de R$ 150 mil foi proposta pelo deputado estadual Dilmo dos Santos (PV). Segundo a reportagem publicada ontem, Carvalho é pré-candidato a prefeito em Guzolândia e integra a Assembleia de Deus, mesma igreja de Dilmo dos Santos.

"Não havia necessidade em demitir", afirmou Alckmin, em entrevista na Estação Corinthians-Itaquera do Metrô, após entregar três novos trens para a frota da Linha 3 - Vermelha. O tucano chegou a questionar se houve fato irregular na licitação realizada pela Prefeitura de Lourdes.

Dúvida. "Qual é o fato irregular?", questionou Alckmin. "A Prefeitura fez uma licitação e alguém ganhou a licitação. A empresa vencedora não era dele, e sim de uma pessoa da família", afirmou o governador, para quem a responsabilidade da concorrência é da Prefeitura de Lourdes. Mesmo assim, Alckmin afirmou: "Nós vamos verificar se tem algum problema na licitação".

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