Para Alckmin, é cedo para dizer se reeleição deu certo ou não

O candidato da coligação PSDB-PFL à presidência da República, Geraldo Alckmin, disse nesta quarta-feira, 2, que o resultado da votação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado que aprovou proposta de extinção do instituto da reeleição de presidentes da República, governadores e prefeitos.Na avaliação do tucano, talvez seja um pouco cedo para se dizer se a reeleição deu certo ou não. "Se eu fosse deputado, eu procuraria regulamentá-la, para não permitir abuso e a utilização da máquina. Mas, se isso não ocorrer, é melhor mesmo acabar com a reeleição", disse Alckmin.Para ele, o governo está contribuindo para acabar com a reeleição. "Começa a ficar claro que a reeleição virou um vale-tudo, tanto que ainda não foi regulamentada, para não haver regras claras sobre isso". Alckmin voltou a afirmar que esse é um assunto do Congresso e reiterou sua posição contrária ao aumento da duração do mandato presidencial para cinco anos, por entender que isso faria com que o País tivesse eleições quase todos os anos.Uso da máquinaAlckmin afirmou que existe uma "promiscuidade" entre o governo e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem acusou de "utilização despudorada da máquina pública" na campanha eleitoral. Segundo Alckmin, o governo federal "está trabalhando em função das viagens do candidato Lula". O candidato fez as declarações em referência ao fato de Lula ter chamado de "insensato" e "nervoso" o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), que o havia acusado de "institucionalizar a corrupção" no País. "Nós vivemos um momento ruim, muitos estão desistindo de ser candidatos, porque não conseguem disputar com os mensaleiros", disse Alckmin. "As campanhas são caras e difíceis, e há utilização da máquina pública. Eu nunca vi isso. O governo libera recursos na véspera do presidente visitar um Estado. Aliás, o próprio presidente disse que não sabe quando é candidato e quando é presidente. É uma promiscuidade que não pode ser tolerada. A população está deixando claro que não perdeu a capacidade de se indignar. Temos que ter inconformismo", concluiu o candidato, citando a liberação de verbas ao Rio Grande do Sul na véspera da viagem de campanha de Lula ao Estado.

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