Para Benedita, ataques no Rio estão interligados

A governadora Benedita da Silva acredita que há uma ligação entre o ataque de ontem ao Palácio Guanabara e a rebelião que ocorreu esta madrugada no Complexo Penitenciário Bangu 3, após uma frustrada tentativa de resgate de dois traficantes. Para Benedita, o grupo armado que disparou vários tiros contra a sede do governo fluminense tinha a intenção de chamar a atenção e, com isso, afrouxar a vigilância em Bangu 3, o que facilitaria uma fuga em massa. ?Neste sentido, nós fomos vitoriosos", disse a governadora, falando sobre a ação da polícia no presídio, onde os reféns já foram libertados. Benedita disse que os reféns estão bem e que cinco presos ficaram levemente feridos. Neste momento 122 Policiais Militares estão em Bangu 3 reforçando a segurança. A governadora disse que já sabia de um plano de fuga em massa em Bangu 3, e da possível existência de um túnel, onde armas estariam escondidas. Desde 2 de outubro, a segurança no presídio havia sido reforçada e britadeiras escavaram em torno do presídio em busca de túnel, mas nada foi encontrado. Com o fim da da rebelião, a polícia encontrou em Bangu cinco pistolas, dois revólveres, três fuzis, dez carregadores de metalhadora, duas granadas, um coquetel Molotov e cinco quilos de explosivo C4. Benedita informou ainda que um suspeito de articular o ?bonde? (comboio de traficantes) foi preso. Ele foi identificado como sendo Adriano Ferreira dos Santos, morador da Favela Mandela, em Bom Sucesso. A governadora disse ainda que encaminhou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pedido de reforço de tropas federais para garantir a tranqüilidade da eleição no dia 27 de outubro, quando haverá o segundo turno para eleição presidencial. Benedita se reuniu por duas horas e meia com a cúpula da segurança e, para eles, os atentados foram uma forma de represália do crime organizado ao combate frontal que a segurança do Estado está fazendo.

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