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Para Benedita da Silva, verba do governo é pouca

A governadora do Rio, Benedita da Silva (PT), que assina hoje com o ministro da Justiça, Miguel Reale Júnior, o convênio de transferência de R$ 11,9 milhões do governo federal para o Estado, considerou a verba insuficiente e reivindicará mais recursos à União. Benedita pedirá uma audiência ao presidente Fernando Henrique Cardoso para tratar de novas liberações para o Rio de Janeiro. Questionada sobre o plano de segurança do governo, que prevê revista dos carros que entrarem e saírem das favelas cariocas, a governadora assegurou que o projeto é para toda a população. "Não temos uma ação de segurança específica para comunidade carente e uma para o asfalto. A nossa política de segurança é uma só." Segundo Benedita, a polícia ostensiva "ficará nas esquinas e em toda a extensão do Estado do Rio de Janeiro".A governadora informou que a participação das Forças Armadas no plano de segurança do Estado será de "aprimoramento técnico e tático". "Temos enviado ofícios para pedir que essas ações se ampliem, para que o Exército, a Marinha e a Aeronáutica possam colaborar conosco. E também a Polícia Federal. Reconhecemos que eles detêm informações importantes para o aprimoramento da nossa técnica, da nossa tática. É isso que nós buscamos. Eles (as Forças Armadas) já tem funções determinadas, assim como as nossas polícias Civil e Militar, que continuarão fazendo o serviço de segurança para o Estado."Ações emergenciaisSegundo a governadora, a verba federal será direcionada a ações emergenciais de segurança, mas também programas sociais e citou o caso do Jovem Total, que visa a atender entre 27 mil e 30 mil jovens carentes, garantindo estudo e ocupação para evitar que acabem entrando no crime organizado."Estamos precisando de muito dinheiro para tudo no Estado do Rio. Essa área(segurança) é prioritária para nós. Esse investimento virá ajudar, mas ainda é pouco.Vou tentar buscar mais um pouco. Se tiver mais uma investida, consigo um pouco mais", declarou a governadora, depois de um almoço na Fundação Getúlio Vargas, onde recebeu uma cópia do Mapa do Fim da Fome, elaborado no ano passado pela FGV.Só para a construção de casas de custódia, o governo estadual pretende investir R$ 150 milhões até o fim do ano. Benedita insistiu que não fará ações diferenciadas para as comunidades pobres e outras áreas. "Não tem nenhuma celeuma em relação a isso. Não tem cor de pele, classe social ou gênero. O direito de ir e vir está garantido constitucionalmente", disse. Segundo a governadora, a segurança não pode levar em conta diferenças de classe social. "Segurança é uma só para toda a população do Estado", afirmou.

Agencia Estado,

22 de maio de 2002 | 18h04

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