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Para chefe da polícia, morte de Gangan desestrutura tráfico

O chefe de Polícia Civil do Rio, delegado Álvaro Lins, disse nesta quarta-feira que a morte do traficante Irapuan David Lopes, o Gangan, desestrutura o tráfico de drogas na cidade. Para Lins, Gangan era o traficante mais importante em ação no Rio, principalmente pelo fato de estar expandindo sua influência para dez favelas cariocas.Além de chefiar o tráfico no complexo de favelas do São Carlos, no Estácio, o bandido agia em outras comunidades, como a Serrinha, em Madureira, e o Morro do Estado, em Niterói. Desde abril, ele era o principal fornecedor de entorpecentes da Rocinha, na zona sul."Ele era uma prioridade por causa da ascensão que tinha dentro do tráfico de drogas no Rio. Ele tinha uma articulação com vários morros. A morte dele desarticula essa organização dentro da facção", disse Lins. Resistência e morteO delegado contou que Gangan foi morto com um tiro de fuzil na barriga depois de resistir à prisão e trocar tiros com a equipe formada por nove policiais.Os policiais surpreenderam Gangan numa vila de barracos, no alto do Morro de São Carlos, onde morava uma suposta namorada dele. Segundo Lins, a polícia monitorava o bandido há três meses e descobriu o endereço, o número 630 da Rua Ambiré Cavalcanti, há 15 dias.Luto O comércio em torno do São Carlos fechou na manhã de hoje em sinal de luto pela morte do bandido. Houve tiroteio no início do dia. O secretário de Segurança em exercício, Marcelo Itagiba, determinou a ocupação imediata do morro.Cerca de 60 policiais dos batalhões de Choque, de Operações Especiais e do Estácio e do Grupamento Especial Tático Móvel foram posicionados nas entradas da favela para impedir manifestações.

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