Para comissão, houve tortura na Febem de Ribeirão Preto

A comissão que investiga denúncias de agressões contra menores da Febem de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, concluiu que houve crime de tortura contra a maioria dos internos. O relatório foi apresentado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público. Dezenas de fotografias foram utilizadas para ilustrar o documento final.As agressões aconteceram em pelo menos cinco intervenções, entre julho e agosto deste ano. Na primeira, a promotoria aponta a participação direta da Polícia Militar. A maior parte dos atos de violência teria sido feita pelos próprios funcionários da Febem, liderados por um grupo apelidado de ?choquinho?.Entre as primeiras medidas concretas da comissão está o pedido de afastamento imediato do diretor regional da Febem, Marcos Donizetti Ivo, e de todos os funcionários envolvidos nas agressões. Também deverá ser proposta uma ação civil pública pedindo a condenação do Estado a pagar indenizações por danos morais aos adolescentes.Uma cópia do relatório será remetida à Promotoria Criminal, que pode oferecer denúncia contra os agressores. A Febem informou que vai aguardar notificação do Ministério Público para se pronunciar sobre o assunto.O Comando da Polícia Militar de Ribeirão Preto nega as acusações de agressão contra os internos e que também vai esperar as medidas legais do Ministério Público. As informações são do Bom Dia São Paulo, da TV Globo.

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