Para coronel da PM, assassinato em ônibus é crime hediondo

O comandante-geral da PM, coronel Hudson de Aguiar Miranda, disse hoje que o assassinato de policiais e passageiros cometido dentro de ônibus deve ser considerado crime hediondo. "Esse é um crime direcionado, intencional e premeditado, de que PMs e passageiros são vítimas", afirmou. A declaração do comandante-geral veio um dia depois da execução de um PM no interior de um coletivo. A discussão sobre o rigor das penas impostas aos autores de crime hediondo veio à tona recentemente. O governo estuda a proposta de conceder ao preso condenado por crime hediondo o direito de pedir à Justiça progressão de pena para regime aberto ou semi-aberto, se tiverem cumprido um sexto da condenação.Na tarde de anteontem, o soldado da PM José Roberto Aldrovande da Costa, de 33 anos, foi assassinado num ônibus, na Avenida Brasil, quando voltava para casa. Segundo testemunhas, Costa, que estava à paisana, foi reconhecido pelo assaltante e não teve tempo de reagir. O comandante-geral da PM acompanhou o trabalho do Policiamento Transportado em Ônibus Urbano (PTOU), criado em 2003 para reprimir roubos nesses veículos. Na mesma hora em que ele vistoriava o policiamento na Leopoldina, zona norte, dois coletivos foram assaltados. Três homens armados entraram nos ônibus da Viação Nossa Senhora do Amparo, que liga o município de Maricá, na Região dos Lagos, ao Rio e Niterói. Entre os mais de 30 passageiros assaltados no primeiro veículo, que seguia de Maricá, onde os ladrões entraram, para o centro do Rio, havia um policial civil, que teve o revólver calibre 38 roubado. No segundo coletivo, um microônibus que iria para São Gonçalo, os ladrões levaram todo o dinheiro que estava com o motorista.Dados do Instituto de Segurança Pública revelam que essa modalidade de crime subiu 27,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Por isso, na terça-feira, a PM lançou a operação "Viagem Segura", que visa a combater com maior rigor os assaltos a ônibus. Fiscalizações diárias para coibir roubos e apreender armas e drogas serão feitas pelos 96 PMs que compõem o PTOU.

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