Para delegado, reconstituição do desaparecimento de Amarildo trouxe 'vários esclarecimentos'

Reprodução simulada durou 16 horas e foi a mais demorada da história da Polícia Civil do Rio

Marcelo Gomes, O Estado de São Paulo

02 Setembro 2013 | 11h01

Atualizado às 12h15.

RIO - O delegado Rivaldo Barbosa, responsável pelo inquérito que apura o suposto assasinato do pedreiro Amarildo de Souza, na favela da Rocinha, disse na manhã desta segunda-feira, 2, que a reconstituição do caso "trouxe vários esclarecimentos". "Demos um bom passo na investigação. Colocamos as pessoas nos seus lugares, pegando pelos depoimentos, e estamos confrontando com o que foi falado anteriormente", afirmou o delegado. A reconstituição, a mais demorada da história da Polícia Civil do Rio, acabou após 16 horas.

O primeiro lugar onde os investigadores estiveram, ainda na noite desse domingo, 1, foi a localidade conhecida como Cachopa. Segundo o delegado, era ali onde inicialmente estava a viatura da PM que transportou Amarildo de sua casa, na rua 2, até a sede da Unidade de Polícia Pacificadora, no Portão Vermelho. Em seguida, os policiais civis estiveram no bar perto da casa de Amarildo, onde ele foi abordado pelos PMs na noite de 14 de julho. Depois, os inspetores foram ao Centro de Comando e Controle da UPP, ainda na rua 2, onde Amarildo foi colocado na viatura que o transportou até a sede da unidade, na parte alta da favela. Por fim, os investigadores seguiram até a sede da UPP, onde permaneciam até as 11h.

Indagado sobre o motivo de familiares de Amarildo não participarem da simulação, Barbosa disse que, neste momento, não considerou conveniente. "Várias pessoas participaram da reconstituição até as 5 da manhã (desta segunda), inclusive as últimas pessoas que viram Amarildo. Repito: a reconstituição é necessária para esclarecer o que houve com Amarildo. Não estou imputando nada a ninguém. Ainda trabalhamos com aquelas duas hipóteses (de que o crime tenha sido cometido por PMs da UPP ou traficantes da Rocinha)."

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