Para delegado, três assaltaram casa de fonoaudióloga

O Delegado de Homicídios do Rio de Janeiro, Paulo Passos, acredita que só três, e não quatro, homens assaltaram a casa da fonoaudióloga Márcia Lopes Coelho Lira na noite de quinta feira passada. Ela foi estuprada e morta e sua filha, T. de 13 anos, foi ferida gravemente e também estuprada. O irmão de T., Marcelo, de 15 anos e o pai deles, Luiz Paulo Castro Lira, ex-marido de Márcia, ficaram presos como reféns enquanto o assalto acontecia. "Só terei condições de ouvir o menino e o pai dele na quarta-feira, porque os dois estão em estado de choque", adiantou o delegado. "Vou precisar até da presença de um psicólogo para não chocá-los mais."O delegado Passos acredita que o outro assaltante identificado, Alan Marques da Costa, de 18 anos, deva se entregar ainda hoje. "Até a família dele está revoltada e pressionando", disse o policial. O terceiro assaltante ainda não foi identificado, mas a polícia espera prendê-lo em breve e acredita que ele seja da Vila Kenedy, onde morava também Marcelo Melo Gonçalvez, o primeiro assaltante a ser preso, e não no Morro da Coroa, em Santa Tereza, próximo à casa de Márcia, onde mora Alan.Ontem de manhã, a polícia foi à casa para onde os assaltantes poderiam ter ido após cometerem o assalto. É uma casa de um só cômodo, dentro de uma vila na Rua Biribá, lote 7, numa região conhecida como Rio da Prata, no bairro de Bangu, na zona oeste. Lá, foram encontrados talões de cheque, relógios, uma faca e uma calça de homem, aparentemente suja de sangue. Os talões não pertencem a nenhuma das vítimas envolvidas neste episódio e a polícia não sabe ainda se foram retirados da casa de Márcia ou roubados em outro assalto paticado na mesma noite.Apesar de os assaltantes terem comprovadamente passado pela casa entre a quinta e a sexta-feira, nenhum morador quis dar informações sobre a presença deles no local.

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