Pará e Sergipe podem entrar na fatura política

Depois de muito chiar, o DEM rascunha a fatura que pretende espetar no PSDB, a título de compensação pela frustração de não ter indicado o vice que, de fato, nunca lhe fora prometido.

Eugênia Lopes, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2010 | 00h00

Até quarta-feira, último dia para selar as alianças, a cúpula do DEM subirá o tom em torno de algo menor: dirá que só vai "engolir goela abaixo" a chapa-puro sangue, caso o PSDB faça concessões nos Estados. O Pará e Sergipe são apontados pelos democratas como o principal foco de atrito com os tucanos.

No Pará, o DEM quer que o senador Flexa Ribeiro (PSDB) abra mão de sua reeleição ao Senado em favor de Valéria Pires Franco, que chegou a ter o nome cogitado para ocupar a vice de Serra. Valéria quer ser a única candidata ao Senado na chapa do tucano Simão Jatene, que disputa o governo. Só assim, avalia o DEM, ela terá chances de se eleger. A eleição do deputado Jader Barbalho, do PMDB, é dada como certa para a outra vaga do Senado.

Em Sergipe, o DEM defende que o deputado Albano Franco (PSDB), que é candidato ao Senado, se alie a João Alves (DEM), que disputará o governo do Estado. O tucano não quer se coligar ao partido, preferindo fazer uma aliança branca com o petista Marcelo Déda, que concorrerá à reeleição.

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), passou o fim de semana tentando resolver o impasses entre tucanos e o DEM. "As reivindicações já estão resolvidas", garantiu o tucano. Os democratas dizem que não é bem assim.

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