Para ele, ideias da adversária preocupam

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, não poupou a principal adversária, durante campanha ontem em Cascavel, no Oeste do Paraná. "Preocupa-me mais o que a Dilma pensa hoje do que ela pensou no passado", declarou o tucano.

Marcos Ito, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2010 | 00h00

" Uma hora fala a favor do aborto, outra hora não se define. Uma hora fala sobre liberdade de imprensa outra hora faz jogo sujo contra adversários e aplica pressão sobre a imprensa. Não sei o que ela pensa sobre a agricultura, não sei o que pensa sobre indústria, não sei o que pensa sobre tributação", afirmou Serra, quando indagado se iria citar na propaganda de TV e rádio o passado guerrilheiro de Dilma.

Ao lado do candidato ao governo do Estado, Beto Richa (PSDB), ele participou de uma carreata pelo centro da cidade e de um encontro com agricultores e líderes cooperativistas paranaenses. Ele evitou falar sobre as pesquisas. "Não faço comentário. As pessoas querem saber das nossas propostas."

O candidato voltou a falar sobre o vazamento de dados na Receita Federal. "Isso tem dimensão muito maior do que parece. O vazamento não é só para a política eleitoral. É a invasão do poder do Estado sobre o cidadão."

Remédios. Antes do Paraná, Serra fez campanha em Ribeirão Preto. Lá, afirmou que, como ministro da Saúde, triplicou a distribuição gratuita de remédio. "Já Dilma não distribuiu uma aspirina", provocou. / COLABORARAM BRÁS HENRIQUE E GUSTAVO PORTO

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