Para eles, problemas se agravaram nos últimos anos

À pergunta sobre qual foi a melhor fase para os agricultores. Baldoíno responde que para ele foi o começo do governo de Fernando Henrique Cardoso, quando o dólar estava em paridade com o real e os preços dos seus produtos faziam frente aos custos dos insumos, que têm um componente cambial. "Investi a partir de 1996 e consegui fazer muita reserva em seis anos. Depois, foi embora."

, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2010 | 00h00

Harry explica: "Como o agricultor familiar produz a cesta básica para o mercado interno, a valorização do real é importante." Frederico complementa: "Os insumos ficaram muito caros em relação aos produtos nos últimos anos. Tivemos problemas antes desse governo, mas nos últimos anos vêm se agravando."

"Os defensivos dobraram de preço", afirma Henrique. Em contrapartida, ele diz que há oito anos vendeu milho a R$ 25 a saca e hoje vende a R$ 15. Harry observa que "os sucessivos governos se preocuparam muito pouco em diminuir a dependência do Brasil de insumos importados", como fertilizantes e matéria-prima para defensivos. "Foi um dos grandes equívocos de (José) Sarney, (Fernando) Collor, FHC e Lula", diz ele. "Lula só recentemente anunciou que a Vale do Rio Doce e a Petrobrás iam explorar fósforo e potássio."

Eles acham cedo para escolher o candidato. "Só posso dizer que vou votar no candidato", brinca Frederico, excluindo Dilma Rousseff e Marina Silva.

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