Mercado Livre/Divulgação
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Para evitar ataques, sites vendem adesivo de carro 'Não sou Uber'

Produto surgiu após casos de agressões a motoristas que tiveram veículos confundidos com os de prestadores de serviço do app

Felipe Cordeiro, O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2016 | 12h44

SÃO PAULO - Os recentes casos de agressões por taxistas a motoristas confundidos com prestadores de serviço do aplicativo Uber motivaram a criação de adesivos de carro com a frase "Não sou Uber". Os itens podem ser encontrados em sites de compra.

No Mercado Livre, há ao menos dois produtos ofertados: de um vendedor de Fortaleza a R$ 16; e outro de Guarulhos, na Grande São Paulo, a R$ 19,90. Já a gráfica Nuova Opzione, de Vinhedo, no interior paulista, tem à disposição a R$ 13 um kit de quatro adesivos com a inscrição "Veículo familiar, não sou Uber".

 

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Uma foto publicada por Fabio de Paula (@fabiortv) em

Na última terça-feira, 31, uma família de quatro irmãos foi agredida e teve seu carro danificado por taxistas próximo ao Aeroporto de Brasília. Os motoristas de táxi pensaram que fosse uma corrida do Uber. 

Os irmãos haviam recém chegado de viagem e foram apanhados no aeroporto pela mulher de um deles. Os taxistas perseguiram a família, quebraram o vidro traseiro e arranharam a lateral direita do carro. Quando os irmãos desceram do carro para verificar os estragos, foram agredidos, segundo o boletim de ocorrência, a socos, pontapés, barras de ferro e até com uma faca.

Em maio, o auxiliar de enfermagem Jorge Carlos Ferreira dos Santos, de 44 anos, teve o carro depredado por taxistas durante um protesto contra a liberação do Uber na cidade de São Paulo. Santos dirigia seu Corsa preto e foi cercado na Avenida 23 de Maio, ao ser confundido com prestador de serviço do aplicativo. Para tentar escapar, o motorista acelerou e atingiu cinco taxistas.

"Eu não sabia que estava tendo manifestação, vi que estava com trânsito, mas achei que não era nada demais. Até que vi o bloqueio dos taxistas. Como não tinha para onde ir, passei por cima de uns galhos que eles tinham colocado na rua e então eles me cercaram e começaram a chutar e bater no meu carro", contou. "Eles me xingavam e gritavam: 'É Uber, pega, não deixa passar' e 'Mata'." 

Após a ocorrência, o Sindicato dos Motoristas nas Empresas de Táxi do Estado de São Paulo (Simtetaxi) divulgou que se comprometeria a indenizar o enfermeiro.

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