Para ex-presidente, Haddad deve ficar no cargo até abril

O ministro da Educação, Fernando Haddad, não sairá do governo em outubro para fazer campanha para a Prefeitura de São Paulo, mas tem uma meta: quer aproveitar os fins de semana para se tornar mais conhecido na capital. Embora o PT resista à sua indicação, o ex-presidente Lula está disposto a fazer pelo afilhado o mesmo que fez com a então chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

26 Julho 2011 | 00h00

Convencido de que São Paulo precisa de "um nome novo" para enfrentar o PSDB, a "máquina" da Prefeitura - comandada por Gilberto Kassab - e até o pré-candidato do PMDB, Gabriel Chalita, Lula levará Haddad a tiracolo em várias visitas. Tudo combinado com Dilma.

Tanto Lula quanto Dilma avaliam que Haddad não pode deixar o governo um ano antes da eleição, marcada para outubro de 2012. Empenhado em costurar um acordo para impedir prévia no PT entre Haddad e a senadora Marta Suplicy (SP), ou mesmo com a participação do senador Eduardo Suplicy (SP), Lula já disse a Haddad que ele deve ficar firme no posto, se possível até abril de 2012 quando, por lei, terá de sair. A avaliação do governo é que ele tem mais a capitalizar na Esplanada do que fora dela.

Enquanto Lula banca o ministro, Marta já está em pré-campanha e lidera as pesquisas de opinião. O ministro é visto no partido como nome técnico, sem trânsito entre as tendências petistas.

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