Para família, ativista do Greenpeace foi assassinada

A família de Emily Caddrock, a rádio-operadora do navio MV Artic Sunrise do movimento ambientalista Greenpeace, morta no mês passado no Pará, afirma que ela não praticou suicídio, mas pode ter sido vítima de violência que teria provocado sua morte. A hipótese de crime foi levantada na edição do último domingo do semanário inglês Mail on Sunday.O jornal chega a enfatizar que Emily poderia ter sido seqüestrada e morta por madeireiros que estavam sendo combatidos pelo Greenpeace. A Polícia Federal, segundo o tablóide, abafou essa hipótese em suas investigações.O superintendente da Polícia Federal no Pará, delegado José Sales, disse que a PF começou a concluiu suas investigações sobre o caso fazendo uma levantamento completo, inclusive no próprio navio, para tentar identificar as prováveis causas da morte de Emily. "Nada indica a possibilidade de crime. Ela andava triste e deprimida nos dias anteriores à sua morte", resumiu o delegado.A conclusão do inquérito foi de que Emily teria se suicidado ou caído do navio quando a embarcação fazia manobra no Rio Pará. "Nós não escondemos e nem temos a intenção de esconder nada", argumentou Sales. Para o Greenpeace, a hipótese de assassinato, inclusive por madeireiros, é considerada absurda.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.