Para Freire, insistir com Aécio para vice é prejudicial

"O momento de Aécio passou", afirmou anteontem em São Paulo o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, ao anunciar que o Movimento Serra-Aécio, lançado no dia 5 pelo partido, foi suspenso por tempo indeterminado.

Daniel Galvão, O Estadao de S.Paulo

13 de março de 2010 | 00h00

De acordo com Freire, começou a ficar "mais negativo do que positivo" insistir na candidatura do governador mineiro Aécio Neves (PSDB) a vice-presidente numa eventual chapa puro-sangue encabeçada pelo tucano paulista José Serra.

O ex-deputado ? que participou do debate Combate à Corrupção e Transparência na Gestão Pública, realizado pela Faculdade Cantareira e pela Fundação Astrojildo Pereira (FAP), ligada ao PPS ? disse que o importante, agora, é "preparar o caminho para o início da pré-campanha" e lembrou que ainda restam cerca de 90 dias para resolver sobre o candidato a vice-presidente.

O PPS apoia o nome de Serra para a sucessão ao Palácio do Planalto. Segundo Freire, um outro momento para uma eventual definição da candidatura de Aécio a vice terá de ser criado. "E quem tem de criar é ele." Segundo Freire, a presença de Aécio é importante, mas fundamental é a força da candidatura Serra", declarou.

O presidente nacional do partido disse ainda que será candidato a deputado por São Paulo, e não por Pernambuco. Na opinião dele, quem quiser ser "forte no País tem de ser forte em São Paulo". Quanto ao DEM, Freire considera que não há espaço para o partido num posto de vice de Serra.

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