Para governo, medidas podem causar reajuste de tarifas aéreas

Presidente se reuniu com o conselho político e segurança virá em primeiro lugar

Rosana de Cassia, do Estadão,

23 Julho 2007 | 13h35

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu, nesta segunda-feira, 23, com o conselho político para avaliar as medidas anunciadas na sexta-feira para conter a crise aérea. A avaliação é de que o pacote pode elevar as tarifas de passagens aéreas e causar transtornos aos usuários, que terão de se deslocar para outros aeroportos. Mas o conselho avaliou que, entre a segurança e o reajuste acompanhado de eventuais contratempos, o governo irá apostar na segurança dos passageiros.   Veja também:   Não há hipótese de a verdade não vir à tona, diz Lula  Local de novo aeroporto em SP será definido até setembro, diz Lula  Lula promete investigação sobre tragédia  Leia a íntegra do Café com o Presidente FAB conclui que pane em Manaus foi barbeiragem Lula pode trocar Pires e presidente da Infraero nesta semana Participe e dê a sua opinião sobre a crise aérea Todas as notícias sobre o maior acidente aéreo do País    O grupo de coordenação política, composto por Lula e ministros, concluiu também que as medidas para a redução do tráfego aéreo no Aeroporto de Congonhas tiveram um forte impacto. Foi decidido também que o Ministério do Planejamento passa a integrar o Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac), já que a pasta cuida da liberação de recursos para obras emergenciais.   O governo reconheceu ainda que errou, assim como governos anteriores, em centralizar vôos e conexões em Congonhas. No encontro de avaliação, presidente decidiu que as reuniões do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) serão mais regulares e a próxima já deverá ocorrer ainda nesta semana, para mais uma avaliação do sistema aéreo.    Participaram da reunião os ministros da Casa Civil, Dilma Roussef, da Fazenda, Guido Mantega, das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, e da Justiça, Tarso Genro, além do vice-presidente, José Alencar.   Erro de sargento   Antes da reunião do conselho, o Comandante da Aeronáutica, Juniti Saito encontrou-se com Lula e informou que um sargento responsável pela parte de energia elétrica, no Cindacta-4, centro de controle do tráfego aéreo na Amazônia, teria admitido que cometeu um erro e provocado o corte de energia, e, também, o cancelamento de vôos, na madrugada do último sábado.   Segundo fontes da Presidência da República, o governo já encaminhou especialistas em energia para avaliar a causa do problema e por enquanto não descarta nenhuma hipótese.  

Mais conteúdo sobre:
vôo 3054 conselho político crise aérea

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.