Para governo, ocupação de favela no Rio foi um sucesso

A secretária estadual de DesenvolvimentoComunitário do RJ, Gláucia Bom, considerou um sucesso a primeirainiciativa da força-tarefa, em Vila Cruzeiro, uma das 11 favelasque compõem o Complexo do Alemão, na zona norte do Rio. Nosábado, o governo promoveu uma ocupação social na comunidade, onde o jornalista Tim Lopes, da Rede Globo, foi executado portraficantes, no início de junho. Batizado de "Chegando Junto",o projeto mobilizou cerca de 10 mil moradores, segundo oscoordenadores do evento, que foram em busca de vários serviços,entre os quais, regularização de documentos, serviços médicos eodontológicos e assistência jurídica."É um número surpreendente de atendimentos, em curtoespaço de tempo. Temos que dar todo o mérito para a comunidade", disse a secretária. Pela manhã o serviço mais procurado foi o requerimentode identidade, cuja fila para o atendimento dava voltas em tornodo campo de futebol Campo do Ordem, de onde Tim Lopes, quetentava fazer uma reportagem sobre a realização de bailes funksque eram usados para a venda de drogas e prostituição demenores. Mas no final das atividades, os serviços odontológicosse tornou o mais procurado pela comunidade, registrando um totalde 3.084 atendimento, dos quais 2.904 de prevenção e 180 deprocedimentos cirúrgicos. Esse serviço foi prestado por oitodentistas do Corpo de Bombeiros.De acordo com os coordenadores do evento, o segundoserviço mais procurado pelos moradores foi o de defensoriapública, com 915 atendimentos, seguidos pelos pedidos deinformações no Conselho Estadual de Direitos da Mulher, com 734;requerimento de carteira de trabalho, com 680; solicitação decarteira de identidade, com 620 e atendimento oftalmológico,realizado pelo Hospital do Olho, com 492 casos.O secretário de Segurança Pública do RJ, Roberto Aguiar,que participou do evento, acompanhando a governadora Benedita daSilva, reuniu-se com 20 líderes comunitários do Complexo doAlemão. Segundo assessores do governo, eles reclamaram que todosos atos públicos em nome de Tim Lopes, foram feitos na zona sul.Os líderes pretendem convocar a família do jornalista paraparticipar de uma caminhada pela paz, na zona norte.A ocupação social feita no sábado na Vila Cruzeiro, foigarantida pela presença de 1,5 mil homens dos grupos de elite daPólícia Civil (Coordenação de Recursos Especiais - Core) e daPolícia Militar (Batalhão de Operações Especiais - Bope). Otráfico no Complexo do Alemão é chefiado por Elias Pereira daSilva, o Elias Maluco, que está sendo procurado pela polícia porser o principal suspeito da morte de Tim Lopes.

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