Para Infraero, aéreas são as culpadas pelos atrasos em vôos

'Forbes' afirma que 3 aeroportos do País estão entre os 4 piores do mundo e estatal responsabiliza empresas

17 de janeiro de 2008 | 10h36

Um dia depois de a revista Forbes divulgar que três aeroportos do País estão entre os quatro piores do mundo, Sérgio Gaudenzi, presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) afirmou que o problema de atrasos no País é de responsabilidade das companhias aéreas. Na quarta-feira, 16, a Infraero já havia afirmado, em nota, que a culpa pelos atrasos em vôos é das empresas. Segundo a Forbes, o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, foi classificado como o pior do mundo quanto à pontualidade dos vôos. Os aeroportos de Cumbica e Congonhas, em São Paulo, ocupam a 3ª e a 4ª posição, respectivamente. "O aeroporto não atrasa vôo. Os atrasos se devem a outros fatores e outras áreas. O que deve ser levado em conta é o embarque e desembarque, conforto dos passageiros. A pontualidade do vôo não é do aeroporto, é do vôo, da empresa aérea. O aeroporto é um fator pouco determinante em atrasos nos vôos", declarou Gaudenzi em entrevista à Rádio Jovem Pan na manhã desta quinta.  Atualmente, a Infraero só oferece informações sobre os vôos quando eles estão atrasados uma hora ou por mais tempo. Sérgio Gaudenzi assegurou que pretende mudar esse critério para que a Infraero já informe quando o atraso já for de pelo menos 15 minutos.  Anac Na quarta, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deflagrou a Operação Hora Certa para detectar e corrigir falhas das companhias aéreas que provocam atrasos. "O objetivo maior é contribuir para a regularização dos horários da aviação civil", divulgou a assessoria do órgão.  Segundo a Anac, a operação conta com esforço integrado de fiscalização na terra e no ar. Quatro companhias aéreas terão seus vôos incluídos na fiscalização extraordinária. Foram selecionadas as empresas com mais de 1% de participação no mercado doméstico brasileiro: TAM, Gol, Varig e Ocean Air. Em terra, os fiscais da Anac atuarão junto às oficinas de manutenção das empresas, na operação de embarque de passageiros e na movimentação de aeronaves no pátio dos aeroportos.  "Além disso, inspetores de aeronavegabilidade e de operações da Anac acompanharão vôos das quatro companhias, dentro da cabine dos aviões", informou a nota. Em todos os casos, serão checados os procedimentos operacionais das equipes e tripulações e também a manutenção e correto funcionamento dos equipamentos das companhias em terra e no ar. O órgão destaca que os vôos serão inspecionados por amostragem, sem conhecimento prévio da empresa aérea.  A companhia mais fiscalizada será a Ocean Air, devido a seu alto índice de atrasos e cancelamentos de vôos. A Anac destaca que em dezembro de 2007 a empresa teve o pior Índice de Pontualidade entre as quatro maiores companhias aéreas do País. "Além disso, segundo dados da Infraero, nas duas primeiras semanas de janeiro a empresa vem mantendo uma média diária de mais de 40% de vôos com atrasos de mais de 1 hora, bem acima dos indicadores das demais companhias aéreas", informa.  Durante a Operação Hora Certa, pelo menos 40% da frota da Ocean Air terá inspetores da Anac a bordo. Para as empresas TAM, Gol e Varig, o número de aeronaves com inspetores acompanhando os vôos será de no mínimo 20%.  Fontes do setor dizem que a Ocean Air, a terceira maior empresa em operação, é o alvo a ser atingido pela operação. A empresa do empresário German Efromovich é, ainda, citada por ter absorvido uma frota de Fokker-100, cuja manutenção seria feita , na Colômbia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.