Para Jobim, fuga de turista justifica ampliar vôos de SP

Ministro afirma que restrição em Congonhas causou queda de até 50% em movimento turístico da Bahia

Tânia Monteiro, O Estadao de S.Paulo

10 de novembro de 2007 | 00h00

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, atribuiu a decisão de ampliar de 1 mil para 1.500 quilômetros a distância máxima de vôos a ser percorrida a partir do Aeroporto de Congonhas (São Paulo) à queda de 50% das reservas nos hotéis, em um dos principais estados turísticos do País, a Bahia.Segundo o ministro, a inexistência de vôos diretos a partir de São Paulo estava provocando graves problemas no setor hoteleiro, que já estava demitindo pessoal, justamente numa época em que a expectativa era de contratações e expansão dos negócios. Segundo Jobim, a decisão foi tomada depois de conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes das empresas aéreas. Jobim pediu às companhias que a malha que está sendo desenhada para entrar em vigor já inclua opções, a partir de Congonhas para, por exemplo, Ilhéus, Porto Seguro e Salvador, cidades turísticas que estavam sendo prejudicadas com a decisão anterior. De acordo com Jobim, em momento algum a segurança está sendo relegada a segundo plano. Segundo ele, todas as decisões estão sendo tomadas mantendo a segurança como prioridade.A ministra do Turismo, Marta Suplicy, disse que ficou muito "muito satisfeita" com a decisão pois o turismo é uma atividade econômica vital no país. Os empresários de turismo da Bahia comemoraram a decisão, mas estão apreensivos com a instabilidade das decisões governamentais. "Essa postura de primeiro proibir e depois liberar - para, quem sabe, proibir de novo - causa insegurança entre os empresários, que ficam sem saber como se planejar", afirma o gerente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira da Bahia, Luiz Blanc. De acordo com ele, a decisão é benéfica para que as empresas do setor no Estado aproveitem o verão para "fazer caixa" e se preparar para o caso de a proibição voltar a valer depois da alta temporada. A entidade estima que a restrição dos vôos partindo de Congonhas, tomada no mês passado, tenha feito o fluxo de turistas no Estado diminuir 30% no Estado. No Mar Hotel, na orla de Salvador, por exemplo, o proprietário Thales de Azevedo Filho disse que teve de demitir 15% dos funcionários por causa da retração dos turistas.

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