Para Lula, pedido de aeroportuários não é chantagem

Greve está suspensa até que categoria analise, na sexta, se aceita reajuste oferecido pela Infraero

Elisabeth Lopes, do Estadão

10 Julho 2007 | 17h37

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 10, que a reivindicação salarial dos funcionários da Infraero não pode ser encarada como chantagem por ter sido feita num momento de acirramento do caos aéreo e às vésperas do início dos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro. "Não há chantagem, tem a data-base do pessoal da Infraero", disse o presidente, após visitar o Centro Tecnológico da Marinha na cidade de Iperó, a 130 km de São Paulo. O Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) reivindicava um aumento salarial de 33% e a diretoria da Infraero ofereceu, inicialmente, apenas 4%. Por causa da ameaça de greve nos aeroportos nesta quarta-feira, 11, a Infraero decidiu conceder um reajuste salarial de 6%. A proposta contribuiu para adiar a paralisação dos aeroportuários e a categoria irá reavaliar o quadro na próxima sexta-feira, 13. "Se houve erros cometidos da nossa parte, ou da parte deles, era para termos negociado há dois ou três meses", ponderou Lula. Apesar da afirmação, o presidente disse que "sempre é tempo de negociar". E continuou: "Achamos que era importante atender (aos funcionários da Infraero) e eles aceitaram. O que importa é que os aeroportos funcionem bem daqui para a frente."

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