Para Marina, Dilma ''não pode usar duas medidas''

A ex-senadora Marina Silva (sem partido) disse ontem em São Paulo que a presidente Dilma Rousseff não pode trabalhar com dois pesos e duas medidas no tratamento a escândalos de corrupção em seu governo. Mariana se referia à "faxina" promovida nos últimos dias no Ministério do Turismo, quando a Polícia Federal prendeu 35 pessoas acusadas de fraudes na pasta.

Roldão Arruda e Pablo Pereira, O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2011 | 00h00

"Corrupção é corrupção. Deve ser combatida com rigor. Não importa se o partido é da base aliada ou não. Se é de partido pequeno, ou se é de um partido grande. A sociedade não vai aceitar dois pesos e duas medidas", afirmou Marina, após participar do evento Encontros Estadão&Cultura, no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura, em São Paulo.

Para Marina, o governo Dilma vive um momento grave com a troca de três ministros em sete meses de mandado. Ela acredita que o Planalto deve ignorar as pressões e manter mão forte na responsabilização dos culpados.

"Neste momento, a aliança que precisa ser feita é com a sociedade", resumiu. Ela defende, no entanto, que partidos políticos e setores da sociedade devem se manifestar publicamente apoiando a "faxina".

A ex-senadora disse ainda que a corrupção não é um problema só de Dilma: "Vem de décadas. É um problema da sociedade." E recordou sua campanha presidencial: "Na campanha eu já dizia que iam para o dreno da corrupção 5% dos recursos, o equivalente ao valor que vai para a educação. Os indícios que temos é de que é muito mais". "Temos de ter ação como sociedade. O que eu chamo de "novo acúmulo" e Fernando Henrique Cardoso chamou de "novo consenso"".

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