Para Marta, popularidade de Alckmin atrapalhou

Um dia após ser eleita senadora, Marta Suplicy (PT) iniciou a campanha para tentar dar a vitória a Dilma Rousseff no segundo turno, principalmente em São Paulo. Ela afirmou na manhã de ontem que José Serra se apoiou na popularidade de Geraldo Alckmin (PSDB)e por isso conseguiu reverter a situação e bater a candidata petista no Estado.

Renato Machado, O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2010 | 00h00

Para Marta, a eleição antecipada do tucano vai prejudicar o desempenho de Serra no Estado no segundo turno. "Estava muito misturada a campanha do Estado com o favorito, que acabou ganhando a eleição, e a campanha para presidente", analisou.

Na avaliação dela, a campanha de Serra não saiu de São Paulo nas últimas semanas. "Porque percebeu que aqui é o reduto onde ele poderia se beneficiar dos votos do Alckmin", disse a petista em sua casa, na região dos Jardins, zona sul de São Paulo.

Marta admitiu que ficou "surpresa" com a ida para o segundo turno das eleições presidenciais e atribuiu a queda de Dilma ao crescimento de Marina ao dizer que os eleitores quiseram aprofundar o debate.

Marta aconselhou Marina a "ouvir seu coração" antes de decidir quem vai apoiar no segundo turno. "Eu não sei qual vai ser a posição da Marina, mas eu acho que ela é um pouco diferente do partido em que está, o Partido Verde. Foi muito positivo nós termos duas mulheres competentes em grandes debates. E agora vamos ver o que a Marina decide, o que o coração dela diz."

A petista foi evasiva ao responder se iria cumprir todos os oito anos de seu mandato no Senado e disse que não sabe o que vai ser do "dia seguinte". Marta é cotada para assumir um ministério, caso Dilma seja eleita, e também fala-se que ela poderia novamente se candidatar à Prefeitura de São Paulo, em 2012.

"Eu não tenho a menor ideia do que vai acontecer. Tenho de me dedicar de corpo e alma agora à eleição da presidente e eu só posso dizer o que eu sinto agora: eu quero ser uma grande senadora por São Paulo."

Marta também admitiu que foi pega de surpresa pela subida de última hora de seu adversário, Aloysio Nunes (PSDB) - o primeiro colocado na corrida pelo Senado. A retirada da candidatura de Orestes Quércia (PMDB) foi um dos principais fatores, segundo ela, reconhecendo que "se fosse só isso poderia ter sido detectado antes".

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