Para Mercadante, governos devem parar de trocar acusações

Para o candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante O seqüestro do jornalista Guilherme Portanova, da TV Globo, e a exigência da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), de que a emissora divulgasse um vídeo, é uma situação "inaceitável". Ele acrescentou que o momento que vive o Estado, em relação à segurança pública, exige que os governos estadual e federal parem de fazer acusações mútuas. "Isso não é tema de campanha eleitoral, mas de política de Estado", declarou, ao participar do Fórum de Debates Empresarial promovido pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), no Clube Monte Líbano, na capital paulista, nesta segunda-feira, 14.Mercadante prometeu que, caso eleito, vai implementar, em conjunto com o governo federal, uma força-tarefa no Estado para combater a criminalidade, contando com a participação das Forças Armadas, Receita Federal, Banco Central e Polícia Federal. Na palestra, proferida em cerca de uma hora, o tema da segurança foi, de longe, o que mereceu maior atenção da platéia formada por mais de 200 dirigentes vendas. O petista sugeriu que a administração paulista seguisse os exemplos de Johannesburgo, na África do Sul; Nova York, nos Estados Unidos; Londres, na Inglaterra; e até mesmo de práticas da Colômbia, que, segundo ele, com inteligência, debelaram o crime em regiões urbanas. "A Colômbia foi bem-sucedida, usando inteligência, para combater os crimes urbanos, embora ainda enfrente problemas sérios com o narcotráfico", ponderou.Ele aproveitou para criticar os 12 anos de administração do PSDB no Estado de São Paulo e a política de segurança pública dos tucanos. "Aqueles que governam o Estado há 12 anos tem que ter humildade e reconhecer que fracassaram na política de segurança pública", cobrou, ao acrescentar que o sistema prisional paulista está em "colapso".Também usou o tema para uma nova alfinetada na administração estadual, hoje comandada por Claudio Lembo (PFL), por não enviar criminosos de alta periculosidade para a penitenciária federal de segurança máxima de Catanduvas (PR). "Tem lá 40 vagas no presídio federal e São Paulo não enviou ninguém", disse.Entre as políticas propositivas, Mercadante sugeriu a criação de um observatório da violência no Estado, para que as diversas áreas da polícia possam trocar informações; mencionou a necessidade de ser aplicado e expandido o regime de penas alternativas para os condenados; e que o Estado aumente os salários de policiais.

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